segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O primeiro pedaço vai pra você que me ensinou tua receita de afeto

Quando você me ensinou
Eu estive aqui pra aprender
Que a luta esta na tua essência
E é preciso crescer pra gente ver
Sabe agora lá embaixo
Tive a sensação de estar você
Feliz sorrindo
Te sentindo
Eu quis poder
Ver-te inteira
Simplesmente
Ver-te inteira
Em minha frente
Ver-te e ouvir-te
Me dizer
Segue a risca essa receita!
Eu quis saber-te
E soube ter
Ter-te ao lado
Em todos instantes
Aliados
Sempre constantes
Em nossas promessas cumpridas
E o nosso aval cúmplice
De todos os bons dias partilhados
Nossa sintonia
Nossa garantia
Nossa parceria
Hoje embora tão distantes
Perto e como antes
Eu queria reviver e te dizer
Sou inteiro teu aprendiz
Você desde sempre, minha guia
Mesmo sem tua vida sofrida e imperfeita
Sigo a risca tua receita
E o que for maior que um eu te amo
É o que eu sinto por você
À Deusa!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

(1) Sobre esses vultos (2) Você e a pasta de dente

(1)
Essas pessoas aí atrás
Não sabem de nada
Não sabem ao menos
Que estou aqui
Elas não estão na calçada
Elas não buscam nada
São vultos
Insultos
Todos feitos não propriamente à mim



(2)
Você viu a Lua ontem?
Ela tinha uma riqueza
Um esplendor
Você viu que linda ela?
Tava achatada
Eu vi tava achatada
Ela
Luziu pra mim
Quando disse linda ela
Ela
Seduziu meu sim
Quando despi
Quando notei a boca avessa ao beijo
A ilusão
Eu não senti que fosse durar pra sempre
De repente
Alguma faísca dissipou-se
Em meio ao meu pensamento
Que torpe e traiçoeiro te colocou aqui
Era uma ladeira íngreme
Ladeira, subida do caralho
Não aguentei
A história que eu quero
Eu não sei contar
Não existi entre as letras métricas de Camões
Eu indiquei esse caminho
Por pura falta de interesse
Eu não sei de você
Mas eu me corto sempre por dentro
Quando vejo seu sorriso
Já pensou em fazer propaganda pra Colgate?
Quando parei de suspender a visão
Eu queria que você não notasse
Mas eu não vou me dar ao luxo
De subir de novo
É muito alta essa ladeira
Já pensou em fazer propaganda pra Colgate?
Continua...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cinco ou Seis minutos de sonho, sono e divagação

Se deixe levar por um instante
Este caminho não parece aconchegante
E não há a menor chance de regressar
Essa pedras todas
Não querem dizer
Que haviam pedras
No meio do caminho
Elas não querem dizer
Porque não dizem
Se a Lua está cheia
Não resta 1 pra divertir
Só tem a ver o que for Sol
Sol, sol, sol...

Homero! Acorde, foi apenas um sonho.

Eu suei apenas pra acordar molhado
Nem me dei conta do que houve
Engraçado, um sonho de cochilo
Me transporta
Me ressalta
Eu continuo o mesmo
Mesmo que eu tenha mudado tanto
O mesmo ator
Mesmo que faça um ano
O mesmo
Um tipo sonhador

Olhei em volta pra ver se o dia parou
Encontrei a solidão estampada na banca de jornal
Subi pelas mesmas ruas e parei quando avistei o viaduto do chá
Sabia que algo estava sim acontecendo
E eu, apenas eu sabia
Então eu chorei
Comecei a gritar
E de repente a sorrir
Gargalhar
Esse mundo era só meu
Ou as coisas ainda iam voltar pro seu lugar?
Logo eu voaria
Eu poderia fazer o que quiser num mundo meu
Por isso pulei
Eu vi o viaduto cair
E muita gente ao meu redor
- Que engraçado, vocês voltaram!
Luzes vermelhas
Eu não voei
Mas também não morri
Eu quiquei que nem bola
Era quinta e regime só começa na segunda que vem
Ainda bem!

Compreensão pra que?
Quero apenas um momento pra quebrar a 4ª parede

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Guerreiros com Guerreiros

Guerreiros
Loucos e meio acelerados
São bravos
Ricos, brados fortes
E uma prova em meio a sua valentia
Guerreiros não suportam
A ironia
Toda via
A vida vem lhes enfurecer
Carregam suas armas
E se armam do óbvio
Pra combater a dor
Pra combater o ócio
Pra enfrentar o amor
Valentes, ágeis
Coragem homens!
Em dias de sol quente
O melhor é insistir
Nessa história

Carreguem a marca
Lamentem a falta
E sigam

Vai e desbrava
Abre a mata
Mata a cobra
Mostra o pau
E balança
Segue na luta
Que nunca finda
E se ainda
Restar hesitação
Pula
Um salto vazio
Pode ser emocionante
Quanto fatal
Mas guerreiros
Não têm medo de perder
Nem de queimar

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aos Fortes!

Sou agora a fonte
A sede, a mente do homem comum
Sou a covardia
Sou ousadia de viver essa dor
Tô viciado em gente
Tô perdendo e tô crente
Eu tô mais amor
Onde estão as coisas todas?
Todas coisas que ganhei
Onde guardo as coisas,
Todas, tantas coisas que deixei?
Não vi passar o trem
Sua buzina não ouvi
Não sei também nem quem
Foi mesmo que falou
Que a luz no fim
É o trem
Que o túnel soterrou
Somente ficou esse ar
Um pouco pra se respirar
A vida reserva a intenção
De ser mesmo impressionante
Doer é uma coisa normal
Aos poucos passa
Aos poucos cansa
Aos poucos são dadas
Poucas coisas
Que as coisas têm
As coisas aos poucos, são
E aos muitos, se dão
Tem coisas que aos poucos se esvaem
Aos poucos se esvaem
Aos poucos se
Aos poucos
Aos
Fortes!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma peça pra não parar

Me segura um pouco
Obrigado por vir
Ao meu encontro
E me fazer te precisar
Tão seguro
Tão meu porto seguro
Um lugar
Pra eu me despir
Meu banheiro
Meu espelho
Minha vida passa
Passa a vida por aqui
Me alivia
Me permita
Expressar sem explodir
Estourar sem nem grunhir
Estourar mais, pra garantir
Eu me recolho
Guardo as peças
Eu me reponho
Em minhas peças
E antes que um dia você
Me peça
Pra parar
Eu te peço
Não me peça
Pra parar
Obrigado!

domingo, 22 de agosto de 2010

Nada Mudou

Tô com saudade do seu amor
Isso é pecado, meu bem?
Saudade de você
Da sua voz só pra mim
Do seu olhar bem no meu
Dos abraços demorados
Tô com saudade do que é bom
Isso é errado?
Por favor, rasgue se for
Tô com saudade do que você é por dentro
Tô sentindo falta da sua mão
Será que você não entendeu?
Eu preciso me dedicar a você
Muito mais, em tudo
E eu chego lá!
Tô tentando ser forte
Mas te escrever aqui é a prova
De que nada mudou
Eu ainda sou sem traumas
O mesmo poeta
Quem sabe isso quer dizer amor
Se bem que o que eu mais sei
É o que você quer dizer pra mim
Ou o que você significa pra mim
Se meu abraço for aconchego
Seja bem-vindo de volta
E vem logo
Ta difícil ver morrer o amor
Um pouquinho a cada dia
Não tenho vergonha de dizer mais uma vez
Te amo na alma

( Coloque o nome aqui )

Senti que alguma coisa estava fora do lugar
Obviamente, senti que a coisa era eu
Eu me coloquei de um perspectiva nova
Algumas coisas deixaram de fazer sentido
Mas algumas coisas mudaram
Da água, pro vinho da última postagem
Algumas coisas fizeram mais sentido
Portanto, não quero mensurar o tempo
Isso não faz mais parte do cardápio
Eu só preciso de respostas
Que eu me mesmo me darei
Tenho suado frio
E me pego apavorado
Devo confessar,
As vezes um tanto xenofóbico
O que eu fiz aqui?
Empilhei tijolos e mais tijolos
E agora me vejo assim
Morando numa casa muito grande pra mim
Você pode dizer
Que isso passa
E eu posso até concordar
Mas o fato é que eu desloquei
E pensei só na mulher chorando, do ônibus
Aquela que a Luiza abordou
Eu queria pegá-la no braço
Ou simplesmente ser ela
Ou talvez eu esteja sendo ela agora
Ao dizer que não há nada que se possa fazer por mim
Eu aprendi como se fazer importar
Não foi espontâneo
Cansei
A sensação é de que sou sim uma garrafa PET

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ao morrer não suje meu carpete

Essas palavras são de acordo
Ou acordo ou transcorro
São ditas soltas, lúdicas
São muitas outras
Cúbicas
A história de alguém que inverteu
Incorreu no erro de virar do avesso
E mostrar-se ao preço
Que outro ali lhe ofereceu
Dotado de olhos internos
De bocas sintéticas
E delírios de uma noite de vinho tinto
Socorro!
Gritou, espesso o som saiu
E a garganta caiu
Mas ficou bem ao ser devolvida ao seu lugar
Não menti quando olhei da janela
E vi seu nome escrito no espelho
O batom era realmente vagabundo
Mas se fosse vermelho teria sido perfeito
Ou você esqueceu que o vermelho é mais vulgar?
Se você fosse uma máquina
Seria uma máquina de burrice
Ai!
O tom
Receio estar sendo duro demais
Mas ontem quando você molhou meu tweed
Não me dei conta de como você não se deu conta do que fez
Eu não uso bege e isso você já sabe muito bem
Não quero parecer sovina
Mas você sabe o quanto eu paguei?
Não
Não me nivele
Nunca vou assumir esse quê egoísta que eu carrego na alma
Antes de você avistar a estrada
Passe pelo portão e deixe o pão que você roubou na cozinha
Odeio ter que arrancar a força qualquer coisa
Depois você pode sair
E morrer lá fora


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Melhor assim

Hoje eu to muito Calcanhoto
Ouvindo, sonhando
Eu to outro
To na janela enquadrado
To em paz
Cansado
Febril
Eu to muito aliviado
Eu to tranquilizado
Eu e meu dever
Cumprido
Eu e meu querer
Voar
Assim nas palavras
Assim na poética
De quem não gosta do bom gosto
Ou de quem prefere apenas
Ser algo como
Alguém de boa
Curtindo a maresia
O sopro dessa melodia
Que me leva ao mar
E o mar está tão longe
E eu tão precisando dele
Pés na areia
E mergulho
Perdendo o chão
Flutuando
Renovando
Um passo bem dado
Um traço riscado
Uma fagulha
Uma miragem
Um dia na vida dessa primeira pessoa
Um fio de cabelo no banco do carro
Um estado
Um fato
Dentro do ouvido
Uma canção
Fora do mundo
Uma sensação de que é melhor assim

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dorme em meus braços

Se olha de verdade
Amanheça
Aceita enquanto a tarde
Não apareça
Divide o bom do amor
Conjuga o verbo amar
E fica mais pertinho assim de mim
Momentos de alegria
Bons demais
São sempre
Pra lembrá-lo
Que esses tais
Momentos de alegria
Acontecem
Anoitecem
Mais não apagam a luz
Que existe e faz
Você ser minha força
Minha lua
E eu ser o seu farol
Seu rumo e bem me quer
Agora que isso tudo se acalmou
Não quero ver você longe assim
Prometo lhe tratar com muito amor
E quero o beijo e a boca
Só pra mim
E então a gente anda lado a lado
Vivendo sem saber do amanhã
A lua adormece em meus braços
Madruga os seus sentidos
Aos meus, enfim

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Muito calor por ser inverno

Muito calor por ser inverno
E superar é o que distante
Eu encontrei de me incumbir
Desse vento quente que bate
Não vem brisa
Não é brisa
Você não representa a brisa
Você não representa
Porque não pode ser
Muito calor por ser inverno
Muito calor por ser noite
Calor e temperatura
Alta temperatura
Eu estou aqui
E por postura resolvi te suportar
Muito difícil ser tão intenso
Ser tão interno
Ser tão começo
Muito difícil ser desconexo
Ser inventivo
Muito
É o que eu me contesto
Se é muito
É mais que um protesto
Pra quem só quer frio
De aconchego
De contato e nada mais
Não me acorda
Eu prefiro não sentir
Que esse calor não é o meu
Se eu abrir os olhos
Posso me deparar
Com a imagem daquela brisa
Que passou despercebida
Mirou na fresta e partiu
É quente demais aqui
E ela não ia me refrescar
Então suspeito
Que se for direito
Me devolva o inverno
Que é pra eu não derreter total

domingo, 8 de agosto de 2010

Não quer dizer que é tristeza

E se eu transformar o habitual em alegria? Não possuo mais a coragem de dizer um não concreto, pois não resta nada além de palavras e intenções naquilo que poderia ter sido.
Eu, na verdade, queria fazer uma canção, lenta, bem intensa, pra poder chorá-la de cór.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

São palavras, palavras ou Tudo que me veio eu quis botar

Entre meu sonho
E meu medo
Eu parei pra te encontrar
Se você resiste
Eu resisto a acreditar
E então tudo é mais difícil
É um pesadelo incomum
Querer não pensar
Mas se vejo saída
Se vejo
Não consigo esquecer
São meras palavras de choro
São meros amores em um
São linhas escritas em vão
São quadros pintados por dó
Eu não penso em mim todo tempo
Porque to pensando em você
O fato é que eu me interesso
Por tudo que é meio sem nexo
E hora que vejo
Não tem
A mente dá medo na gente
O corpo não faz por querer
Eu tenho mais de mil motivos
E mais mil já te fiz entender
São partes que cabem em bolso
São bolsos que podem sumir
Sumindo esse jogo sem gosto
Já pode acabar
E partir

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ORAÇÃO AO TEMPO

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo Tempo Tempo Tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo Tempo Tempo Tempo

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo Tempo Tempo Tempo
Entro num acordo contigo
Tempo Tempo Tempo Tempo

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo Tempo Tempo Tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo Tempo Tempo Tempo

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo Tempo Tempo Tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo Tempo Tempo Tempo

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo Tempo Tempo Tempo
Quando o tempo for propício
Tempo Tempo Tempo Tempo

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo Tempo Tempo Tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo Tempo Tempo Tempo

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Apenas contigo e migo
Tempo Tempo Tempo Tempo

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Não serei nem terás sido
Tempo, Tempo, Tempo, Tempo

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo, Tempo, Tempo, Tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo, Tempo, Tempo, Tempo

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo Tempo Tempo Tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo Tempo Tempo Tempo

(Caetano Veloso)

Post

Não me peça pra postar outra coisa
Eu só sei postar poema
Sou ator e finjidor
Eu sou livre a todo tema
Eu pensei que sabia
Mas eu vi que mais aprendiz, sou eu
Fixei meus pés no chão do rio
Eu senti a água correr pelo meu corpo
Eu senti correr por mim
Até eu ser
Líquido
Limpo
Não me peça pra escrever
Eu não sei mais como é
Depois de tanto tempo a gente vai
Mesmo não querendo
Suspendendo

Esse poema eu não fiz pra ninguém
Não fiz por ninguém
Porque eu decido
Quando eu decido
Por isso que eu demoro tanto

domingo, 1 de agosto de 2010

Oração da semana

Peço a Deus boa semana
Ele há de me dar
Deus boa semana
Contigo hei de contar
Tranquilidade Deus
Eu quero
Pra saber
Seguir
ou
Parar
Amém Deus