quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu passei despercebido

Eu passei despercebido
um tempo inteiro
eu vim viver
eu vim voar
Justo, óbvio
concretizado
justo tudo
Todo ato
Fundo imundo
imaculado
Parei de escrever
Parei com linha pontilhada
parei
e na parada
parei de ver
Não sabia eu que era
um capaz
de tanta espera
que passei
Sinto muito Caroline
sua guia enguiçou
Sinto nada caro Jaime
Não rolou
Quem olha praquilo que lhes realmente importa
somente se olha por além do querer
aquele que segue com fé e aposta
só tende a ganhar e nunca perder
pois se ganha na fossa
um resquício de lucidez
que é próprio de quem já entendeu como se vive
Tem gente optando a toa em sofrer
e tem gente lutando contra todos
pra ser feliz, talvez
Sinceramente,
como fazer o pudim?
Doce deleite
com o perdão da ressalva,
mas não te conheço

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Poema de fim de tarde

Eu nunca sei por que eu falo

Mas não calo

Isso eu sei

E posso afirmar

Eu digo que tudo

Que aqui digo

Não propriamente

Sigo

Porque não consigo

Parar

Vou falando

Vou seguindo

Vou inventando

O que eu quero

Vou dizendo

Vou sorrindo

Almejando

O que espero

E olha que se eu disser

Que não sei ao certo

Mesmo querer

Ce num olha pelo avesso

Só enxerga

Algum começo

Sem querer ser desigual

Sem destino

Sem papel

Sem árvore de natal

Papai Noel

Sente!

Vê!

Não tem embrulho

Não tem orgulho

Só tem vida

Tem vida

À vista!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Em algum lugar qualquer

Ouvindo
Zunindo
Num som compassado
Sentindo os sentidos
Lesados
Pelo passado
Construindo uma leve
Insensatez
Cambaleante
Vibrante
De quem não cabe
Dentro de si
Eu não caibo
Dentro de mim
Um dia desses
Eu me acoplo
Sintonizo
Esse dial
Chiado
Boto música
Boto gosto
Boto blues
Harmonizo
Radicalizo
E foco
Porque eu adoro o tele transporte