terça-feira, 29 de julho de 2014

Ponha o título que quiser

Tanto quanto sei
Mas nem mesmo eu
Sei o quanto dói
Sentir assim
São tantas memórias
São tantos desejos
Que o que dissolve
Espanta
Mas era solúvel?
Se pergunta as tantas
Tanto quanto sabe
Até onde ouviu
A palavra
Quatro letras
Existiu?
Tanto horror pensar
Tanta lágrima que não escorre mais
Muita vida pra levar
Não são dores fatais
Até que o passo
Entre o pescoço e o laço
Não seja algum fracasso
Mas resultado do colapso
Que subentende essa dor
Porém, não se sucumbe assim
Ter dor não é tão ruim
Uma hora ela nos faz crescer
Se ao menos fosse gesto
Aceno, música, piscar d'olhos
Mas, não
Não requer mais solução
Esse aperto requer tempo
Mas a gente não sabe disso agora
Só vai saber amanhã
Por enquanto, é história pra boi dormir

terça-feira, 22 de julho de 2014

Minhas palavras numa manhã de amor

Paro
E pronto
Penso
Me pulso inteiro
Meu mundo
O meio
O marco zero
O tempo estreito
Pulmão direito
Respira fundo
E ignora
O que não é
Meu mundo
Não é seu mundo
Nem nosso mundo
Que é oriundo
Desse imenso amor
Hoje parei pensei
Pronto falei
Que do seu lado eu sempre estarei
Serei escudo
E é tudo
Nunca
Quero perder
O teu olhar
Mesmo que isso
Custe o que custar
Rincão profundo


Só não quero terminar com eu te amo
Pois te amar é te amar sem ser verbal
Eu não quero recorrer as rimas lindas
Quero permanecer no espaço lindo do teu ideal


Minhas palavras numa manhã de amor
Não são palavras
Mas também não é flor
Minhas palavras
Pontes que eu quero ter
Entre o que eu sou
E o que é você
Vai bem
Vou bem
E o que a gente tem
Somente a gente tem
Juntar também
Que o pouco e o pouco
Muito contém