sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Coisa da minha cabeça

Só antes
Quando ainda nada via
Eu sentia a vontade de querer
Nesse instante
Onde grande
Constante é a vontade de sim ter
Te digo
Te querer
Assim querendo
Te quero
E não nego
Assim que te pego
Te aperto
E então
Materializo
A ideia de que não é coisa da minha cabeça

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

sem título 2

Escondi aquela lágrima feliz
Pra não deixar transparecer
Tudo aquilo que você não sabe que eu não sou
Recolhi misteriosamente meu entendimento
Nada restou além de um infinito intenso
Algo propenso ao sabor do acaso
Acaso seja assim
Rodeios entretudos
Tudos tão lúdicos
Quanto líricos
Ou ondes trágicos
Heróicos
Como eu gosto de parecer
Épico
Clássico
Tréplico
Como se muita coisa pudesse existir
A partir da minha vontade

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pode ser, sei lá
















Não se assusta agora não
Que eu não sei onde vai dar
Parece que o tempo esgota o medo
Até o medo de perder, ser a própria perda
Não acredito que sim
Mas também duvido do não
A hora agora é de levantar a cabeça
Olhar pros sonhos
Tocá-los no horizonte
E escrevermos nossos nomes nele
Mesmo que remotamente
O que valerá é o que de bom isso nos trará
Vamos escutar a música que diz
Que os dias de cão estão chegando ao fim
E tudo pode ser que seja melhor
Pode ser que seja
Pode ser o que quiser
Se eu não te disse que 
Eu fico assim só pelo medo
Eu te digo
Eu tenho medo
Mas se você sorri
Recomponho os sentidos
E me encho de corajem
Assim de leve
Com a certeza de restar
Sempre apenas o melhor de nós