quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Peço

Eu preciso desejar
Que o desejo
Seja inteiro
Multicores
E singular
Desejar que o ano novo
Venha vindo
Que seja lindo
Que venha dar
Eu aqui venho repleto de receios
Programar sem programar
Que um ano que a pena valha
Seja simples
Tenha o alegre
Tenha o sonhar
Eu que desse ano
Me despeço
Aqui já peço
Que se guarde
Pra lembrar
Do que foi imenso
E cheio
Do que foi bonito
E meio
Do que a mim veio somar
Peço ao nove
Que já chega
Peço gente
Peço vida
Peço saúde
Peço grana
E mais
Peço mais grana
Peço amor
Peço trabalho
Peço o criar
Eu não peço o que de mim for resto
O que sobrou empresto
O que faltar vou dar
Um jeito
E logo recomeço
Se for preciso de novo
Peço
Um ano novo de arrasar

domingo, 21 de dezembro de 2008

CARO

Caro
Eu começo dizendo
Que ontem foi
Um dia pra esquecer
E termino falando
Que inda temos que viver
Esperando dias indo
Pra tudo acontecer
Caro
Foi o preço que paguei
Por te querer
Mesmo sabendo que tão longe
Estava eu
De um encontro casual
Da sua alma
E algo em mim
Caro
Quanto eu pensei
Longe fui
Eu me atirei
Joguei limpo com o amor
Não fui sujo
Só fui dor
Quando intruso me senti
Eu chorei
Mas pra você eu ri
Não faria isso de mim
Não daria meu sofrer
Pra depois eu ter que ver
Minha sombra te fugir
Nem sequer perto de mim
Sua voz poder chegar
Era o que eu não quis buscar
Eu tentei resolução
Eu busquei a compreensão
De quem incompreendido está
Ele o coração
Que em mim há
Bateu chorando a saudade
Do que nunca foi verdade
Como quem diz um adeus
Como quem longe se dói
Sem carinho, sem manhãs
Pra comer junto um café
E agora que não é
Eu retiro o meu ser
Que conjugo quando estar
For pra mim mais confortável
Sem lembrança doente
Sem sins de amor
Mas com nãos de ais
Esses tais
Que agora tento esquecer
Caro
Leia isso rápido
E quando tudo isso for contigo
Leia de novo
Quem sabe um pouco
Se acalme em pensar
Que hoje fui eu
Amanhã você
E pro coração entender
Será preciso reinventar
O amor

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Como o dia em que decidi esperar você

Eu dormi
E quando acordei
Sonhei
Sim
Acordado sonhei possibilidades muitas
E no sonho eu me via apto
Me sentindo
Engajado
A lembrar desse sonho
Como o dia em que decidi esperar você
Como o sabor que as coisas tem com você
Como tem alma em nós
Como se embarga a voz
Quando te olho
E isso basta
Como basta
Como calar, pois tudo já foi dito
É singelo
Inocente, frugal
Diria que é divinal
Se não fosse uma tentação
Como quando a gente tem vontade de morder
Como um fogo que arde a espinha
Como o taccardia
Meu tuntuntun de estar com você
Vem logo pra dentro
Aí fora é frio
Mas aqui te dou calor
E recebo o teu também
Me permita meu amor
Ter o seu amor meu bem
Merecemos ou to insano?
Ao amar desse tamanho
Creia!
Não
Só você me faz assim
Deixa eu te provar o possível
Esquece do improvável
Não se afaste de mim
Arrependimento te prometo não haver
No mínimo felicidade
É o que vou te prometer
E depois a vida se encarrega
Simples assim
Até nós!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Extética

Meu vôo é bem baixo
Estou embaixo de nuvens sem fim
Eu corro e levanto de novo
Pois o meu pouso
Tomou por demais de mim
Você é autocrítica
Convicta,
Houve quem disse
Que seu lugar é no green peace
Mas eu até te apóio
Hoje em dia tudo é anti-higiênico
E ta na moda aderir ao transgênico
Ecumênico, endêmico, polêmico
E eu achava que só existia
Meu jogo cênico
Já você aderiu aos bio-cosméticos
Estéticos, frenéticos
Indo contra os céticos
Que não acreditam na fonte da juventude
Que atitude
Talvez eu mude
E exiba minha tatoo
Saia do meu iglu
Direto para o centro cirúrgico
Que emoção!
Lipoaspiração!
Adeus dieta, adeus ginástica
Viva a plástica!
Que distante fui avante
Levado de um voar sem fim
E você me acordando:
- Nem se impressione,
É silicone!

domingo, 30 de novembro de 2008

Brinde

Hoje eu inventei de escrever bem leve
Deixar o vão
Olhar de canto
Desencanar
Hoje eu pensei que assim tão breve
Eu mais que alegre
Pudesse estar
É claro que alegre como quero
Ainda espero
Que eu vá ficar
Mas que lindo é teu sorriso
Dele preciso
Pra soltar o verbo
Em letras que você merece
Letras vivas
Letras livres
Sem o peso do rancor de acolá
Agora estou aqui
Na torcida
Pra que tudo se possa encaixar
Que o lugar seja certo
Que a hora seja agora
E receber essa dádiva
É talvez meu pulsar
Num momento
Onde o futuro é o que quero
Num momento onde posso decidir
Por você
Hoje
Eu espero
E espero que por mim
Espere você também
Já se imaginou sendo feliz?
Eu já
A dois
A nós dois
Tin... Tin...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A carta dos covardes

( nesse poema escrito em 2006 vivo um recomeço, dou um adeus, volto-me para questões outras, de buscas, esquecimentos, onde seco lágrimas e me retiro de onde não fui convidado... Aqui tive o desejo de postá-lo de novo por estar vivendo a mesma sensação, estou pensando a dias que tem coisas que a gente revive mesmo sem querer)

Ai que eu já não agüento mais
Sentir que a ilusão é maior que a razão
Saber que dedos falam
Teclando em letras frias de plástico
Frias, porém, reais.
Talvez incertas, mas sim, leais.
Palavras que interpretam o sentimento que é meu
Elas te revelam e me atestam sendo seu
Elas me sucumbem ao te ver
Mesmo pela tela clara
Mesmo pela coisa rara
Que é poder trocar com você
Os dias que se passam rápido
As noites em que fica em claro
O amor que se esconde em sensatez
O agir que se faz com timidez
O querer que é maior que eu
A vontade de ser todo seu
Um rio que possa mergulhar
Um livro que te prenda ao ler
Um filme que te encante olhar
A vida que te limita a ser
Comigo um conter que só
Porém não te recrimino não
A vida é um furacão
E do teu passado não sei
Quem sabe tu já foste rei
Sofrendo com contradição
Vivendo outra ilusão
Da qual nunca se esqueceu
Da qual você convalesceu
Em dias tristes a chorar
Agora é sua hora ímpar
De livre viver como um só
Sem laços, muito menos nós
Declaro aqui meu boa sorte
Contigo tu levaste o norte
Que me guiava antes ti
Mas vou achar lugar
Que terno possa repousar
Pra um dia como quis
Recomeçar e ser feliz

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ciclo - doce novembro salgado ( e nem me pergunte pq)

E os ventos
Que sompram
Que levam
Os ciclos que fecham
Que partem
De algum lugar comum
E os medos
Anceios
Receios
Embora sanados
São de sonhos guardados
Que pedem um sim
Que quando se chega a hora
Tem hora que bate
Um frio, cá em mim
Foi-se embora
Uma visão tão unilateral
Foi-se o tempo em que
[tudo bem valia a pena]
E agora
Se José me pudesse dizer
Se melhora
A corrida ao sol
A explicação do por que
Ou se há
No ser ou não ser
Algo que possa saber
De repente estou errado
Porém quero ser poupado
De comentários
De quem sabe menos que "mim"

domingo, 16 de novembro de 2008

Sarando de ti

Não e isso já começa com uma negativa
Algo que se positiva na intensão
De ser um novo
Diferente
E alegremente se sentir outra vez
Sentir que a gente não morre
Apenas se esgota
Com a dor que derrota
Por dias o peito
Mas passa
E sobra a graça da vida
Que é triste
Mas triste é o que não pode ser
Ao acordar essa manhã
Não lembrei do meu sonho
Não senti a boa sensação
De ter vivido além de mim
Em outro lugar
Dentro de mim mesmo
Ao acordar não lembrei da dor
Não desferi meu rancor
Como a dias eu vinha fazendo
Eu nem lamentei sua ausência
Nem mesmo sua inédita presença
Em minha vida
Em minha cama
Em minha alma
Em minha lama
Mas isso é triste
E eu alegre vim aqui
Vim esquecer
Ou adormecer
Ou guardar pra comer depois
Uma coisa que em mim foi tão bela
Esse desejo
Esse desejo latente
Esse sonho que hoje não sonhei
Mas que sonhei em outros hojes que se foram
Eu to curando esse corte
De novo e como sempre por mim
Eu to curando e to forte
To novo e sempre afim
Eu to curando
E quando são estiverTalvez eu volte pra mim

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fraco




Eu sou fraco
E de tão fraco
Não consigo nem chorar
Um fraco desses que se ilude
E aposta fichas
Em sonhos
Vive dramas
Olha, mas não vê
Eu sou fraco
Como um cristal
Que cai no chão e quebra
E que se corta
Com seus próprios cacos
Se sangra
Um fraco como eu
Se engana
E acha isso sensacional
Desbrava
Se enche de coragem
Continua fraco
Fraco que conselho eu te daria
Se você eu fosse eu seria
Um fraco que não sofre por querer
E eu digo
Que se eu fosse eu
Saberia por certo o que fazer
Desistia dessa sina
Desistia de sofrer
Mas sou fraco
Fraco que nem sei o que dizer

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Calma

Eu queria ser um céu
De nuvens soltas a correr
Queria ser um avião
Desbravador da imensidão
Porque o peito
Do amor que quero bem
De tão grande já não cabe mais ninguém
E eu que cheguei depois
Não me dei bem
To de fora
Fim de fila
Sem ninguém
E ninguém que seja
Tudo bem
Pois eu só penso mesmo em você
Mas se você se enquadrar nesse ninguém
Não sei o que vou fazer pra te esquecer
Eu não mais regulando lê com crê
Mas prossigo nesse céu a persistir
Vôo alto porque penso em vencer
Me tornar seu bem
Te fazer feliz
Te sorrir além de te divertir
Tudo que falo vem repleto de algo mais
Mas inverdade é dizer que não to nem aí
Eu to cheio de segundas intenções
Quando é que vai passar essa aflição
Quando é que vou te ter aqui bem perto
Respiro
Recomeço
Calma, que vai dar tudo certo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Tem que existir

Hoje eu to com vontade de chorar
E não chorar por algo em si
Mas sim por ser quem sou
Chorar por mim
Quero derramar lágrimas
Pensar nos sins
Ouvir
A melodia exposta
Do que é ser
Um pouco de mim
Hoje eu não chorei
Por entender
Que homens não choram
Que os frios não sentem
E que eu sou desse jeito mesmo
Pra que mudar?
Hoje eu percebi que não torço o braço
Mas os abraços que perdi
Posso ter de volta
Hoje eu não comi
Porque a fome que eu tenho
É como a fome de Titãs
Eu vejo tais talentos
Contidos
Criativo e destemido
Por hora abatido
Por uma desesperança tocante
Ela paralisa
Congela
Esvazia
Porém lutar é um lema
Desses que a gente
Pelo menos eu
Sigo
Hoje se eu chorar
Vai ser por ver
Que a vida vai me fazer de bobo
Continuando a me fazer de vivo
De um lado pro outro
Atrás de satisfação
Mas nesse caso
Vou entender que agora
Me ganhou desde então
Eu perco um parceiro
O futuro
E passo a ser mais presente
Na minha própria vida
Eu sei que eu me traio
Mas sou poeta
E sou traido também
Palavras
Desejos
Carpe Diem tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
E tem que existir assim
Muitas vezes
Pra ecoar
Lá e em mim
Tem que existir

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

De quando senti sua falta




Oi!
Que quando eu me afasto
Eu penso
Desgasto
De tanto querer
Querer aqui você
Querer te entender
Saber
De tudo e quem tu és
Vontade tenho muita
Saudade nem se fala
Se cala
Em querer te conhecer
Mesmo
Que o tempo agora trai
Trai meu relógio
Que cego
Não vê a hora
Para
E demora
Pra vir acontecer
Sinto um frio
Fico vazio
No sentimento
Muito embora
Bem por dentro
Creio em nós
E não por quê?
Hoje seu encanto está ausente
Muito longe
Fora de mim
Ms o que sim eu quero ter
É ele
Seu encanto
Que freqüente
Vem minhas noites preencher
Sou mais um
Ou um a mais
Não sou mais
Que um sonhador
Que sonha contigo!

domingo, 12 de outubro de 2008

Inteiro


Kiss me so sweet and so soft
Hoje e amanhã também
Saia por aí gritando aos quatro cantos
Que os encantos dessa emoção
São belos, loucos
Roucos, poucos
Diante do que ainda virá
Kiss me so sweet
E me convide para entrar
Kiss me so soft
E desatina a suspeitar
De que inteiro
Agora eu possa estar
Doce, macio
Leve, vazio
Desarmado
Pairando
Livre para amar

BLOG NOVO!


Depois de quase seis anos estou deixando o blogger e aderindo ao Blogspot. Lá no http://www.homeroeu.blogger.com.br/ compartilhei na rede meu dia-a-dia, poemas, músicas, banalidades, fotos e pensamentos. Ainda poderão encontrar todo esse passado através do arquivo que lá se encontra e espero que continue. Pois então é isso, começando hoje no Blogspot.


VIVA A TEIA!