quinta-feira, 4 de julho de 2013

Noutrante interior

Não do acaso de si
Até outrar algo mais pensante do que eu
Sei de todas as regras
Pensei por todas estratégias
E quando sinto que sim
Pode ser que eu saiba
Tem um levante inocente a frente
Um constante perdão que acresce de gente
Uma doença de açúcar
E um leão de sal
Distorção de propósito
Princípio de sertão
Me embasa tão gritante que eu não possa destoar
Me empresta tão ingênuo teu silabar
Me sonda de ousadia na toada
Sobra de vez


domingo, 31 de março de 2013

Bem como palavra boa

Não é possível
Que nenhuma letra salte
Que nenhuma voz recite
Que nenhum sopro se vente
Fico admirado
Ao ver o tempo passado
Sem que a poesia escorra pura
Que volte a ser tão útil
Tão prosa
Tão prática
Bem como antes
Queria ver de novo unido
Um verborrágico grito
A única forma de expressar
Bem como uma terapia
Bem como uma sangria
Bem como arte
Ou tudo isso junto
Bem casado
Doce
Como a ponta do dedo de criança
Queria contemporizar
Queria falar
E hoje quero
Queria
E hoje quero
Esse queria era mais quero
Do que eu podia imaginar
Quando nele intenso se fazia o discurso
Estava eu achando dar um berro mudo
Mas não
Eu botava mesmo o coração
Pra brandir
Pra sorrir
Pra chorar
E muito e muito e muito mais
Chorar
Palavras ditas em fins de noite
Em solidões imprecisas
Em meditações compulsórias
Não me pareciam ser minhas
Palavras escritas em verbo corrente
Pareciam ser muito mais veementes
Que alguns medos express
Palavra dessa minha íntima e amiga
Me aterra tão inquietante
Que não há porque parar
Bem como coisa boa