sábado, 26 de novembro de 2016

Escolham o nome

Vai demorar só um segundo
Pra escrever com rapidez
Um poema, o meu mundo
Todo o mundo pra vocês
É que hoje eu tive gana
Eu quis só me orientar
Quis vir nesse solo branco
O que faço pra voar
Tanta coisa se perde no vento
Tanto ar pra levar o dizer
Mas a letra
A palavra
A grafia
É afeto
É magia
Coisa que entra pelo ouvido
Que entra pelo olhar
Coisa de sentido
Erupção do pensar
Tanto assunto por fruir
Tanta voz de recitar
Palavra livre
Leve
Solta

Poesia
Magma da alma

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Densidade

Eu roubo um apelo
Não tenho, peguei
Roubo e aperto
Esse aperto
Eu apelo
Apelei
A música pede preu me abrir
Eu duvido
Desconfio
Continuo
É contínuo
Sensação de um mundo por aqui
Pela tampa da cabeça
Tem coisa se esvaindo demais
Tem mais
Tem coisas parando de existir
E não tem
Sentido algum
Nem apelo que eu apelo
Que faça sentir-me menos denso que isso aqui

sábado, 30 de abril de 2016

Lacuna

Tanto quanto
Quero
Tolerar
O desespero
Serenar meu pensamento
Entender meu novo eu
Tanto
Quero
Tanto
Poder sonhar
O mesmo sonho
Poder sentir
O mesmo abraço
Me organizar
Por este espaço
Em que você existe sim

Por mais que seja
Pra mim não é
Não tem quem diga
Pra mim é não
Não é isso nunca
Jamais pensei
Solto qualquer letra
Não tem palavra que dê conta
Não há pontuação
Essa falta extrema
Essa não resolução
Essa impotência
Essa lacuna

quinta-feira, 14 de abril de 2016

(re)voltar... (re)voltar... (re)voltar...

Não sei bem
Nem sei
Falar
Ousar dizer
É oco
O espaço
O estofo
Que ser algo
Era antes
De ser
O que agora
Era
Com figuração
Eu finjo mudar
Mas não configura
Não me parece que eu saiba o que dizer

quinta-feira, 3 de março de 2016

Rever

Recomeçar
Por que seguir
E não
Parar?
Sobreviver
Reafirmar
Assegurar
Re com
Figurar
Levantar
Abrir os olhos
Autenticar
Reconhecer
Levantar
Tem sempre caminhos pra ir
Muitas vezes têm poucos pra ver
Mas, sempre hão de aparecer
Fingindo coragem
Coragem mantendo
Por vezes bobagens
Povoam a cuca
Tremendas contendas
São lendas pra se lembrar
De meias e cabelos brancos
Em cadeiras de balanço
Na pausa de um livro
Lido a noite
Com luz fraca que força os olhos
Reforça
A memória
Que por hora
É o que se tem que viver

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

De cinzas

Serena tua memória
Envolve as falas
Dos vizinhos
Da TV
Some dentro
Em si
Desarma
Escreve tudo o que é você
Mas não tem explicação
Não tem mais
Nenhum porém
Quando vem a poesia
O peito se estasia
O corpo pede rima
Pede mais e se ilumina
Porque é mesmo carnaval
Outro céu
Pro bem, pro mal
Outro mau, pro bom, meu bem
Mais amor pra mais ninguém
Fantasia
Já desbotou
A alegria ultrapassou
O limite que ela tinha pra durar
Foi sozinha embora após seu desfilar
Tantos dias na batida de tambor
Essa alegria é triste sim senhor