domingo, 30 de novembro de 2008

Brinde

Hoje eu inventei de escrever bem leve
Deixar o vão
Olhar de canto
Desencanar
Hoje eu pensei que assim tão breve
Eu mais que alegre
Pudesse estar
É claro que alegre como quero
Ainda espero
Que eu vá ficar
Mas que lindo é teu sorriso
Dele preciso
Pra soltar o verbo
Em letras que você merece
Letras vivas
Letras livres
Sem o peso do rancor de acolá
Agora estou aqui
Na torcida
Pra que tudo se possa encaixar
Que o lugar seja certo
Que a hora seja agora
E receber essa dádiva
É talvez meu pulsar
Num momento
Onde o futuro é o que quero
Num momento onde posso decidir
Por você
Hoje
Eu espero
E espero que por mim
Espere você também
Já se imaginou sendo feliz?
Eu já
A dois
A nós dois
Tin... Tin...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A carta dos covardes

( nesse poema escrito em 2006 vivo um recomeço, dou um adeus, volto-me para questões outras, de buscas, esquecimentos, onde seco lágrimas e me retiro de onde não fui convidado... Aqui tive o desejo de postá-lo de novo por estar vivendo a mesma sensação, estou pensando a dias que tem coisas que a gente revive mesmo sem querer)

Ai que eu já não agüento mais
Sentir que a ilusão é maior que a razão
Saber que dedos falam
Teclando em letras frias de plástico
Frias, porém, reais.
Talvez incertas, mas sim, leais.
Palavras que interpretam o sentimento que é meu
Elas te revelam e me atestam sendo seu
Elas me sucumbem ao te ver
Mesmo pela tela clara
Mesmo pela coisa rara
Que é poder trocar com você
Os dias que se passam rápido
As noites em que fica em claro
O amor que se esconde em sensatez
O agir que se faz com timidez
O querer que é maior que eu
A vontade de ser todo seu
Um rio que possa mergulhar
Um livro que te prenda ao ler
Um filme que te encante olhar
A vida que te limita a ser
Comigo um conter que só
Porém não te recrimino não
A vida é um furacão
E do teu passado não sei
Quem sabe tu já foste rei
Sofrendo com contradição
Vivendo outra ilusão
Da qual nunca se esqueceu
Da qual você convalesceu
Em dias tristes a chorar
Agora é sua hora ímpar
De livre viver como um só
Sem laços, muito menos nós
Declaro aqui meu boa sorte
Contigo tu levaste o norte
Que me guiava antes ti
Mas vou achar lugar
Que terno possa repousar
Pra um dia como quis
Recomeçar e ser feliz

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ciclo - doce novembro salgado ( e nem me pergunte pq)

E os ventos
Que sompram
Que levam
Os ciclos que fecham
Que partem
De algum lugar comum
E os medos
Anceios
Receios
Embora sanados
São de sonhos guardados
Que pedem um sim
Que quando se chega a hora
Tem hora que bate
Um frio, cá em mim
Foi-se embora
Uma visão tão unilateral
Foi-se o tempo em que
[tudo bem valia a pena]
E agora
Se José me pudesse dizer
Se melhora
A corrida ao sol
A explicação do por que
Ou se há
No ser ou não ser
Algo que possa saber
De repente estou errado
Porém quero ser poupado
De comentários
De quem sabe menos que "mim"

domingo, 16 de novembro de 2008

Sarando de ti

Não e isso já começa com uma negativa
Algo que se positiva na intensão
De ser um novo
Diferente
E alegremente se sentir outra vez
Sentir que a gente não morre
Apenas se esgota
Com a dor que derrota
Por dias o peito
Mas passa
E sobra a graça da vida
Que é triste
Mas triste é o que não pode ser
Ao acordar essa manhã
Não lembrei do meu sonho
Não senti a boa sensação
De ter vivido além de mim
Em outro lugar
Dentro de mim mesmo
Ao acordar não lembrei da dor
Não desferi meu rancor
Como a dias eu vinha fazendo
Eu nem lamentei sua ausência
Nem mesmo sua inédita presença
Em minha vida
Em minha cama
Em minha alma
Em minha lama
Mas isso é triste
E eu alegre vim aqui
Vim esquecer
Ou adormecer
Ou guardar pra comer depois
Uma coisa que em mim foi tão bela
Esse desejo
Esse desejo latente
Esse sonho que hoje não sonhei
Mas que sonhei em outros hojes que se foram
Eu to curando esse corte
De novo e como sempre por mim
Eu to curando e to forte
To novo e sempre afim
Eu to curando
E quando são estiverTalvez eu volte pra mim

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fraco




Eu sou fraco
E de tão fraco
Não consigo nem chorar
Um fraco desses que se ilude
E aposta fichas
Em sonhos
Vive dramas
Olha, mas não vê
Eu sou fraco
Como um cristal
Que cai no chão e quebra
E que se corta
Com seus próprios cacos
Se sangra
Um fraco como eu
Se engana
E acha isso sensacional
Desbrava
Se enche de coragem
Continua fraco
Fraco que conselho eu te daria
Se você eu fosse eu seria
Um fraco que não sofre por querer
E eu digo
Que se eu fosse eu
Saberia por certo o que fazer
Desistia dessa sina
Desistia de sofrer
Mas sou fraco
Fraco que nem sei o que dizer

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Calma

Eu queria ser um céu
De nuvens soltas a correr
Queria ser um avião
Desbravador da imensidão
Porque o peito
Do amor que quero bem
De tão grande já não cabe mais ninguém
E eu que cheguei depois
Não me dei bem
To de fora
Fim de fila
Sem ninguém
E ninguém que seja
Tudo bem
Pois eu só penso mesmo em você
Mas se você se enquadrar nesse ninguém
Não sei o que vou fazer pra te esquecer
Eu não mais regulando lê com crê
Mas prossigo nesse céu a persistir
Vôo alto porque penso em vencer
Me tornar seu bem
Te fazer feliz
Te sorrir além de te divertir
Tudo que falo vem repleto de algo mais
Mas inverdade é dizer que não to nem aí
Eu to cheio de segundas intenções
Quando é que vai passar essa aflição
Quando é que vou te ter aqui bem perto
Respiro
Recomeço
Calma, que vai dar tudo certo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Tem que existir

Hoje eu to com vontade de chorar
E não chorar por algo em si
Mas sim por ser quem sou
Chorar por mim
Quero derramar lágrimas
Pensar nos sins
Ouvir
A melodia exposta
Do que é ser
Um pouco de mim
Hoje eu não chorei
Por entender
Que homens não choram
Que os frios não sentem
E que eu sou desse jeito mesmo
Pra que mudar?
Hoje eu percebi que não torço o braço
Mas os abraços que perdi
Posso ter de volta
Hoje eu não comi
Porque a fome que eu tenho
É como a fome de Titãs
Eu vejo tais talentos
Contidos
Criativo e destemido
Por hora abatido
Por uma desesperança tocante
Ela paralisa
Congela
Esvazia
Porém lutar é um lema
Desses que a gente
Pelo menos eu
Sigo
Hoje se eu chorar
Vai ser por ver
Que a vida vai me fazer de bobo
Continuando a me fazer de vivo
De um lado pro outro
Atrás de satisfação
Mas nesse caso
Vou entender que agora
Me ganhou desde então
Eu perco um parceiro
O futuro
E passo a ser mais presente
Na minha própria vida
Eu sei que eu me traio
Mas sou poeta
E sou traido também
Palavras
Desejos
Carpe Diem tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
Tem que existir
E tem que existir assim
Muitas vezes
Pra ecoar
Lá e em mim
Tem que existir