sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Eu quero dizer algo que eu ainda não sei

Eu quero dizer algo que eu ainda não sei

Umedeço os lábios pedindo música

Mas só vejo beijo de quem não me da bola

Pra que olhar pro céu?

De lá não vai cair

Fazer esse papel

Que é pra boi dormir

Vão todos a merda

Escolham seus pares, e vão

Vão embora

O alerta

Foi dado não tem

Confusão

Não

Foi tiro na testa

Foi bala perdida

E explosão

Tão

Tão perto da festa

Do lado da contradição

São

Levados a beça

Nascidos de um mundo de nãos

A espera do sinal qualquer

Levado a ter a impressão

Que sujo eu estou mal vestido

Não tem a menor condição

De ler o que escrevo ou risco

Com a mesma sensação

De esquecer a rima

De lembrar da cisma

Do início ou não

Eu quero dizer algo

Que eu ainda não sei

Mas paro antes que seja falso

Pensar tudo o que já pensei

Portanto, eu não sei

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu passei despercebido

Eu passei despercebido
um tempo inteiro
eu vim viver
eu vim voar
Justo, óbvio
concretizado
justo tudo
Todo ato
Fundo imundo
imaculado
Parei de escrever
Parei com linha pontilhada
parei
e na parada
parei de ver
Não sabia eu que era
um capaz
de tanta espera
que passei
Sinto muito Caroline
sua guia enguiçou
Sinto nada caro Jaime
Não rolou
Quem olha praquilo que lhes realmente importa
somente se olha por além do querer
aquele que segue com fé e aposta
só tende a ganhar e nunca perder
pois se ganha na fossa
um resquício de lucidez
que é próprio de quem já entendeu como se vive
Tem gente optando a toa em sofrer
e tem gente lutando contra todos
pra ser feliz, talvez
Sinceramente,
como fazer o pudim?
Doce deleite
com o perdão da ressalva,
mas não te conheço

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Poema de fim de tarde

Eu nunca sei por que eu falo

Mas não calo

Isso eu sei

E posso afirmar

Eu digo que tudo

Que aqui digo

Não propriamente

Sigo

Porque não consigo

Parar

Vou falando

Vou seguindo

Vou inventando

O que eu quero

Vou dizendo

Vou sorrindo

Almejando

O que espero

E olha que se eu disser

Que não sei ao certo

Mesmo querer

Ce num olha pelo avesso

Só enxerga

Algum começo

Sem querer ser desigual

Sem destino

Sem papel

Sem árvore de natal

Papai Noel

Sente!

Vê!

Não tem embrulho

Não tem orgulho

Só tem vida

Tem vida

À vista!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Em algum lugar qualquer

Ouvindo
Zunindo
Num som compassado
Sentindo os sentidos
Lesados
Pelo passado
Construindo uma leve
Insensatez
Cambaleante
Vibrante
De quem não cabe
Dentro de si
Eu não caibo
Dentro de mim
Um dia desses
Eu me acoplo
Sintonizo
Esse dial
Chiado
Boto música
Boto gosto
Boto blues
Harmonizo
Radicalizo
E foco
Porque eu adoro o tele transporte

terça-feira, 21 de julho de 2009

+ que isso

Sente a sanha

Do cansaço

Sente o baço

Que dói

Quando corre

Dói

Quando cai

Mente pr’esta lanha

Se a intanha

Abocanha

Presa

A manha

Se corrói

Rói

Espalha

Espanha

Espanca

Porque desperta

De um longe

Perto

Aperta

O REW

Volta

Pros versos

Que não me lembro

+

sábado, 11 de julho de 2009

Iluminar

Eu quero ver passar

O azul do céu no azul

Do teu olhar

Eu quero ver passar

O sol

Raiar

No amanhecer

Do teu viver

Quero rever

O sol raiar

Queimar

Clarear

Nos aquecer

Do frio que fez

Você sair

Sem ter porque

Eu quero ver

Você

voltar

Sentir

Sonhar

Que a vida

Pode surpreender

É só querer

Querer chegar

A algum lugar

Se iluminar

Não importa os caminhos

O que importa é seguir

É melhor pensar nos sins

Do que dar razão aos nãos

Já é tempo de se erguer

E não deixar para trás

A vida que forte bate

Dentro do coração

Eu sempre acreditei

Ser capaz

Mas vejo que você

É bem mais

Eu quero isso pra mim

Quero sim

Viver

Feliz

Você

Me traz

Amor e mais, bem mais

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O porquê de tudo

Porque se eu grito
É pra dizer que tenho voz
Porque se eu peço
É pra mostrar o meu caráter
Porque se eu choro
É pra te dar a minha água
Porque se eu caio
É pra sentir que tenho chão
Porque se eu quero
É pra não mais lidar com não
Se eu afirmo
Me comprometo com a verdade
Se definho
Jogo fora a vaidade
Quando digo
Sinto embora ir
Piedade
Eu suplico
Porque se só fico
É vitória da saudade
Eu bati o coração
Trombei o meu com o seu
Eu não tinha seguro
To pagando o prejuízo
Porque se eu faço
É pra provar “quinda” te amo
Se eu minto
É pra tentar te convencer
Porque se eu amo
É pra provar que tenho alma e miséria

e,

Foi aqui que vim quando não tinha mais pra onde ir Foi daqui que saí quando achei que não tinha mais o que dizer Quanto ao resgate, quanto t...