terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Comecei em você e terminei em mim

Hoje eu vi sua foto
Perna
Peitos
Pelos
Vi no espelho
Que seus óculos
Agora eram
Um mar lindo
A te afrontar
Eu te perdi
Melhor
Ao menos o ganhei
Apenas te achei
Procurando me apaixonar
Soltar o freio
E me entregar
Pra uma paixão
E foi doída
Doida
Sem nenhuma noção
Vi teu corpo branco
Que tanto
Desejei
Eu vi que alegre estava
E eu chorava
Sem saber porque
Agora eu olho
Eu me ignoro
Pois meu rumo
Mudou
Você passou
Por mim
Passou
Eu passei por mim
Me rompi
Pensando que o amor libertava
Se ele quisesse
Ele era bem capaz
Mas enfim
Eu sei que tudo isso que falo
É mais um efeito do abalo
Em que estou
Por não saber o que fazer

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Esse eu fiz pra você

Eu aqui ditando A luta A letra A busca De um criar Eu ouvindo Movendo Sonhando Sonhar que já é sim Deu saudade Deu vontade de falar Pra alguém que queira ouvir Você faz falta Quando falta com a presença Faz sentido Diferença Pra mim Tem porquê Sei por que Não, isso não é um reclame de saudade É apenas um relato de como é senti-la E isso permanece Como aquele adeus pra não chorar Rápido Emocionado De quem achou algo na frente do espelho Foram dias marcados Horas faladas Vidas cruzadas E mentes em harmonia Na mesma sintonia Movendo Sonhando Tocando onde o fundo não conhece Ele ainda não chegou Esse eu fiz pra você Fiz pra você saber Pra te agradecer Obrigado por existir Como a vida que é essencial a minha vida

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Para Alex D'arc












Eu que me refiro
Ao dilema
E o lema dos pressionados
Que somos agora
De um tempo guardado
Vivido
E sentido
E porque não dizer
Amado
Eu lembro
Que o semblante
Retumbante
Admirante
Salve, salve
Mãe, gentil
Supra sumo da inventividade
Criatividade
E
Alex
Seriam uma só pessoa?
Bobagem
São uma só pessoa
E primeira pessoa
Do faço
Vejo
Crio
Viajo
Sonho
Tenho
Algo que ainda não dá pra pegar
Está por dentro
Na alma
Na palma
Que tanto desenha
Um delinear de arrasar
Se eu pudesse me alongar em dizer mais palavras
Diria que essas palmas
Palmas santas
Milagrosas
São a extensão de uma vida
Plena
Intensa
Que se classifica no ousar
Ousar é mesmo sua palavra
Que não há nada
Que não possa ultrapassar
Ora, amigo, chefe, camarada
A gente sabe que a vida é uma piada
E por isso nosso caminho se cruzou
Existem peitos e dentro deles corações
Eles batem e clamam pelo amor
Eles convergem para o belo
E se somam em ações
Nós que temos nossos peitos
Temos defeitos
Mas muita arte a pulsar
Muita parte a desbravar
E muita luz pra acender
Eu que me emociono
Quando sonho
Com o seu lindo sonhar
Te vejo no topo
Te vejo encantado
Amigo
Deus ta contigo
E eu aqui
Com quem pode contar
Siga!
Quem diria hein!?
Aquele neguinho que ninguém dava nada
Olha lá!
De tão alto
A olho nu
Não se pode enxergar

Feliz Aniversário!



quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Papel de Caderninho

E esse pensamento solto
Não é fruto de um pura inspiração
Ele não sai de um broto, está envolto
Numa ligeira obrigação
Aquela que me falta
Do tempo que não aparece
Uma leitura salutar
Do lápis ou caneta
De papel ou papeleta
De um desenho
Ou qualquer um
Nem momento de paixão
Pra viver estou passando
Faço versos de vou levando
Pra não perder a inspiração
Pra não esquecer meu caro amigo
Que tanto me mostrou caminho
Meu papel de caderninho
Gratidão por aceitar
Com amor e convenção
O fruto de uma não inspiração

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Segredinho

Ensaboa boca
A sabatina
Minha retina
Lacrimeja sem parar
Eu tão grato
E a menina
Tão ingrata
Uma cretina
Não enxerga
Quer piscar
Quanta lágrima
Lagriminha
Quanta sede
Dá sedinha
De querer
Ouvir bem mais
Ouçam
Não sou eu que falo
Sou suspeito
Eu me calo
Canto
O galo
Canta
E falo
Do prazer
De ouvir
Dizer
De ouvir falar
Eu me rasgo
Elogiado
Distribuo
Obrigado
Fico todo
Inflo inteiro
Eu sou bobo
Bobo e meio
Não me agüento
Mas é segredo
Viu?

domingo, 11 de janeiro de 2009

Grande Lembrança

Senhoras e senhores; a grande lembrança!
Aqueles que foram do horário marcado
Esquecidos do dia adotado
Apagados de arquivos errados
“Notou-se o vigor?”
Foi muito, ficou-se
Zombara da velha rabuja
Agora só resta... (sem palavra)
Se emociona com a dó que sente de si mesmo
Tudo de tudo se torna muito
Pra quem a cada dia vale mais
Nada de nada
Que maçada!
Disparada
Numa estrada
Sem chegada
Amigo! Amigo! Amigooooooo!?!?!
Me arranja um cigarro?
Não, não fumo
Nem pretendo
Era só pra poder saber como é pedir um cigarro a alguém. Por aí isso é tão normal.
Que tal?
Um câncer! Um misto bem quente
Um pingo de gente
Senhoras e senhores; a grande bobagem
Foi começar esse poema louco e triste
A grande lembrança
Me inexiste!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Uso

Eu me coloco em disparate
Com essa gana que invade
O meu criar e o meu ser
Eu fiz de tudo
E nessa parte
Sou um santo que em si arde
De querer tanto poder
Hoje louco
Em toda arte
Mesclo sonhos
Ponho vida
Dou start
Pra que tudo flua e venha
Só não movo uma palha
Quando engesso
Quem não falha
Quando esbarra num porque
Mas eu sou mais eu contente
Sigo avante
Vou em frente
Eu não paro pra sofrer
Mais que sofro
Por um triz
Eu mais eu sou tão feliz
E sou triste
Pra não ser
Um monótono a vagar
Eu sou tão aventureiro
Que eu mesmo estando alheio
Me arrisco
Me aprofundo
E se afundo
Uso logo acordar
Eu uso sonhar
Uso usar
Das artimanhas
As artes
As manhas
São o que me fazem respirar
Sabendo disso
Pra qualquer que aconteça
Uma aspirina
Oue qualquer que eu julgar
Que eu mereça

traUma

é tanta coisa rondante instante estante é falante ouvir o fonema frus da palavra frustrante e falar o trante difícil, inaudível deselagante ...