Porque eu tava na praia peneirando areia insistentemente, vieram me perguntar:
- O que você procura na areia?
Eu disse:
- Eu procuro a outra parte de mim que perdi.
- Mas você não vai achar nada aí, sua boba!
Então eu respodi, sorrindo:
- Já procurei meu amor em tantos lugares, não custa procurar aqui!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Alô... Hello!
Hello my dear
Eu aqui catando o milho
Da minha cabeça
E o mundo
Passando por ela
Como se não houvessem
Fronteiras
Essas fronteiras que separam
Meu non-sense life style
Bem mais careta
Do que eu mesmo
Posso imaginar
Hoje ta sendo dia de olhar
Com olhos outros
Eu to indo e vindo
Na coisa de viver
Sem maior erudição
Do topo, teto
Ao chão
Do vão
Alberto!
Aberto estão
Nesses dias tropiquentes
Onde até o vento
É caliente
Onde eu quero me notar
Venham,
E sempre muito
Bem-vindos
Sejam!
Alô... Hello!
Alô... Helloisa?
Ta me ouvindo?
Tu Tu Tu...
Eu aqui catando o milho
Da minha cabeça
E o mundo
Passando por ela
Como se não houvessem
Fronteiras
Essas fronteiras que separam
Meu non-sense life style
Bem mais careta
Do que eu mesmo
Posso imaginar
Hoje ta sendo dia de olhar
Com olhos outros
Eu to indo e vindo
Na coisa de viver
Sem maior erudição
Do topo, teto
Ao chão
Do vão
Alberto!
Aberto estão
Nesses dias tropiquentes
Onde até o vento
É caliente
Onde eu quero me notar
Venham,
E sempre muito
Bem-vindos
Sejam!
Alô... Hello!
Alô... Helloisa?
Ta me ouvindo?
Tu Tu Tu...
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Prazer Júlia - Até que ponto?
para ler ouvindo L'absente - Yann Tiersen
É como expulsar o desejo
Purgar os sentidos
E a boca seca manter
Esse entrave
Essa hora que não passa
Esse aspecto de serenidade
Que é a mentira mais bem contada
NÃO
Não se aproxime
Nem por um momento se lembre de mim
Agora você vai virar de costas
Vai fechar os olhos e esquecer
Já
Oi
Prazer, Júlia!
Você sabe a que horas passa o ônibus?
Não, é a primeira vez que venho aqui
Sim, 22h30, obrigada!
Não, não nos conhecemos de algum lugar nenhum
Será que passa esse frio?
Você não com frio não?
Vai acabar pegando um resfriado
Não, eu não dou papo a estranhos
Mas você me deu um cigarro
Me falou a hora que o ônibus passa
Não saio por aí falando com qualquer um, não
Não sou dessas
Ah já vai
Ta bom, valeu pelo cigarro!
Aí seu ônibus, até.
Foi
Oi
Você quer um cigarro?
Era daquele maluco que foi ali
Eu nem fumo, meu amigo. E ele me deu um cigarro.
Você sabe que só vai passar as 22h30 né?
É a primeira vez que você vem aqui?
Porque eu tenho a impressão que te conheço de nenhum lugar algum
Eu não sinto frio não.
Não tenho medo de resfriado, não.
Eu já vi que você não da papo à estranhos
Não é desses
Que desejo?
Que sentidos?
Que boca?
Do que você está falando?
Passa sim, vai chegar às 22h30!
Eu não sou serena, eu tomo remédios.
Mentira, eu?
NÃO
Mas eu estou bem aqui sem me mover.
Eu não te conheço, desculpe.
É um assalto?
Esquecer!
(Grito)
O... o... oi
Prazer Júlia.
É como expulsar o desejo
Purgar os sentidos
E a boca seca manter
Esse entrave
Essa hora que não passa
Esse aspecto de serenidade
Que é a mentira mais bem contada
NÃO
Não se aproxime
Nem por um momento se lembre de mim
Agora você vai virar de costas
Vai fechar os olhos e esquecer
Já
Oi
Prazer, Júlia!
Você sabe a que horas passa o ônibus?
Não, é a primeira vez que venho aqui
Sim, 22h30, obrigada!
Não, não nos conhecemos de algum lugar nenhum
Será que passa esse frio?
Você não com frio não?
Vai acabar pegando um resfriado
Não, eu não dou papo a estranhos
Mas você me deu um cigarro
Me falou a hora que o ônibus passa
Não saio por aí falando com qualquer um, não
Não sou dessas
Ah já vai
Ta bom, valeu pelo cigarro!
Aí seu ônibus, até.
Foi
Oi
Você quer um cigarro?
Era daquele maluco que foi ali
Eu nem fumo, meu amigo. E ele me deu um cigarro.
Você sabe que só vai passar as 22h30 né?
É a primeira vez que você vem aqui?
Porque eu tenho a impressão que te conheço de nenhum lugar algum
Eu não sinto frio não.
Não tenho medo de resfriado, não.
Eu já vi que você não da papo à estranhos
Não é desses
Que desejo?
Que sentidos?
Que boca?
Do que você está falando?
Passa sim, vai chegar às 22h30!
Eu não sou serena, eu tomo remédios.
Mentira, eu?
NÃO
Mas eu estou bem aqui sem me mover.
Eu não te conheço, desculpe.
É um assalto?
Esquecer!
(Grito)
O... o... oi
Prazer Júlia.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Coisa da minha cabeça
Só antes
Quando ainda nada via
Eu sentia a vontade de querer
Nesse instante
Onde grande
Constante é a vontade de sim ter
Te digo
Te querer
Assim querendo
Te quero
E não nego
Assim que te pego
Te aperto
E então
Materializo
A ideia de que não é coisa da minha cabeça
Quando ainda nada via
Eu sentia a vontade de querer
Nesse instante
Onde grande
Constante é a vontade de sim ter
Te digo
Te querer
Assim querendo
Te quero
E não nego
Assim que te pego
Te aperto
E então
Materializo
A ideia de que não é coisa da minha cabeça
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sem título 2
Escondi aquela lágrima feliz
Pra não deixar transparecer
Tudo aquilo que você não sabe que eu não sou
Recolhi misteriosamente meu entendimento
Nada restou além de um infinito intenso
Algo propenso ao sabor do acaso
Acaso seja assim
Rodeios entretudos
Tudos tão lúdicos
Quanto líricos
Ou ondes trágicos
Heróicos
Como eu gosto de parecer
Épico
Clássico
Tréplico
Como se muita coisa pudesse existir
A partir da minha vontade
Pra não deixar transparecer
Tudo aquilo que você não sabe que eu não sou
Recolhi misteriosamente meu entendimento
Nada restou além de um infinito intenso
Algo propenso ao sabor do acaso
Acaso seja assim
Rodeios entretudos
Tudos tão lúdicos
Quanto líricos
Ou ondes trágicos
Heróicos
Como eu gosto de parecer
Épico
Clássico
Tréplico
Como se muita coisa pudesse existir
A partir da minha vontade
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Pode ser, sei lá
Não se assusta agora não
Que eu não sei onde vai dar
Parece que o tempo esgota o medo
Até o medo de perder, ser a própria perda
Não acredito que sim
Mas também duvido do não
A hora agora é de levantar a cabeça
Olhar pros sonhos
Tocá-los no horizonte
E escrevermos nossos nomes nele
Mesmo que remotamente
O que valerá é o que de bom isso nos trará
Vamos escutar a música que diz
Que os dias de cão estão chegando ao fim
E tudo pode ser que seja melhor
Pode ser que seja
Pode ser o que quiser
Se eu não te disse que
Eu fico assim só pelo medo
Eu te digo
Eu tenho medo
Mas se você sorri
Recomponho os sentidos
E me encho de corajem
Assim de leve
Com a certeza de restar
Sempre apenas o melhor de nós
domingo, 26 de dezembro de 2010
Para 2010 com carinho, assinado: meu nome
Esta é uma carta de despedida. Quero com ela despedir-me do ano de 2010. Quero com ela deixar que este ano esteja guardado no meu baú, aquele que emocionado abro pra sonhar meu passado. Não te disse ano que você foi pra mim meu recomeço, meu súbito estado de pressão, minha turbulenta freqüência de capacidades e de realidades daquelas que são colocadas, ou melhor impostas pelo destino, esse amigo e camarada que é do signo de Áries, teimoso, teimoso destino.
Ano, você sobreviveu, não acabou antes da hora, não sucumbiu, nem verteu seus rios pro óbvio planejamento meu, insano, insólito, infinito. Igual quando você choveu meu coração, nesse teu ciclo hidropassional que se renova aqui dentro, queimando, virando gelo, derretendo, chovendo e secando meu mar interno até só restar o sal.
Sabe ano, eu me moldei, você me mostrou tanta coisa nova, tanta coisa velha e tanta coisa nem nova nem velha que não servia pra nada. Você me chacoalhou e nem me avisou que iria me colocar com as pernas para o ar. Você ultrapassou o limite das minhas vertigens e jogou meu medo pra cima dos meus olhos me fazendo costurar meus sangramentos, logo depois que entendi que a luta não era combater você e sim suportar a dor do que você me escancarou. Algumas palavras passaram a ser apenas palavras como; escolhas, desejos, conseqüência. Ainda prevalece a velha história do semeador, às vezes a gente semeia mesmo nem pra gente mesmo, às vezes demora pra nascer, às vezes é preciso fazer as vezes de quem não semeia, de quem não acentua sua vida com vírgulas e reticências.
Quando você chegou fui meio frio, não tenho mais a mesma esperança dos meus dez anos de idade quando eu olhava os fogos e sonhava em crescer. Em ser parte deste mundo, em buscar afirmação artística que já estava dentro de mim. Eu deixei na infância o brilho nos olhos, o carinho do afago e a inocência de uma criança esperta e inteligente. A mesma inocência que me fazia sorrir quando um adulto me dizia que eu seria alguém muito importante. Talvez tenha ficado lá a atenção dada às tantas histórias da minha vó, a atenção ficou, mas o cuidado não, o cuidado eu soube manter, o famoso juízo que quase ninguém tem e a gente insiste em dar a quem precisa. Não foi assim, não recebi juízo e sim muito amor, atrás de um figurino da mais alta admiração. To falando que você se escolheu pra ser o ano da partida dela, minha força, meu cotidiano, minha esperança e minha luz nesse mundo estranho que não cabia na cabeça dela, ou estava pra lá de ultrapassado. Desculpa ano, mas nem a sua modernidade batia a sabedoria dela e seu catálogo de situações, todas tão vividas ao longo de tantos anos.
Aquela lágrima solitária ao pé da terra que abriga minha vó foi de missão cumprida, olha só que coisa, eu que tanto deixei coisas pela metade, consegui terminar a minha história com ela com a sensação de muito crédito. Nem devia a ela e nem ela a mim. Ela foi com Deus, conhecer seus Jesus Cristos, suas Nossas Senhoras, seus São Pedros, seus tão apaioxonantes protetores desta vida que confortaram suas preocupações de mãe, mulher, profissional, chefe, avó, bisavó, irmã, tia, anjo. Se você puder me ajudar a gritar ano, ecoa um grito forte de gratidão que assim de onde ela estiver, ela ouvirá um "obrigado meu amor" com a minha voz.
Cresci e descobri o preço desse crescimento. Foi como da noite pro dia não caber mais nas roupas, não entrar mais nos sapatos, não falar com a mesma voz. Crescer no sonho era habitar um mundo de possibilidades que não são impossíveis, mas menos possíveis talvez, aos olhos de uma criança.
Ano, você sobreviveu, não acabou antes da hora, não sucumbiu, nem verteu seus rios pro óbvio planejamento meu, insano, insólito, infinito. Igual quando você choveu meu coração, nesse teu ciclo hidropassional que se renova aqui dentro, queimando, virando gelo, derretendo, chovendo e secando meu mar interno até só restar o sal.
Sabe ano, eu me moldei, você me mostrou tanta coisa nova, tanta coisa velha e tanta coisa nem nova nem velha que não servia pra nada. Você me chacoalhou e nem me avisou que iria me colocar com as pernas para o ar. Você ultrapassou o limite das minhas vertigens e jogou meu medo pra cima dos meus olhos me fazendo costurar meus sangramentos, logo depois que entendi que a luta não era combater você e sim suportar a dor do que você me escancarou. Algumas palavras passaram a ser apenas palavras como; escolhas, desejos, conseqüência. Ainda prevalece a velha história do semeador, às vezes a gente semeia mesmo nem pra gente mesmo, às vezes demora pra nascer, às vezes é preciso fazer as vezes de quem não semeia, de quem não acentua sua vida com vírgulas e reticências.
Quando você chegou fui meio frio, não tenho mais a mesma esperança dos meus dez anos de idade quando eu olhava os fogos e sonhava em crescer. Em ser parte deste mundo, em buscar afirmação artística que já estava dentro de mim. Eu deixei na infância o brilho nos olhos, o carinho do afago e a inocência de uma criança esperta e inteligente. A mesma inocência que me fazia sorrir quando um adulto me dizia que eu seria alguém muito importante. Talvez tenha ficado lá a atenção dada às tantas histórias da minha vó, a atenção ficou, mas o cuidado não, o cuidado eu soube manter, o famoso juízo que quase ninguém tem e a gente insiste em dar a quem precisa. Não foi assim, não recebi juízo e sim muito amor, atrás de um figurino da mais alta admiração. To falando que você se escolheu pra ser o ano da partida dela, minha força, meu cotidiano, minha esperança e minha luz nesse mundo estranho que não cabia na cabeça dela, ou estava pra lá de ultrapassado. Desculpa ano, mas nem a sua modernidade batia a sabedoria dela e seu catálogo de situações, todas tão vividas ao longo de tantos anos.
Aquela lágrima solitária ao pé da terra que abriga minha vó foi de missão cumprida, olha só que coisa, eu que tanto deixei coisas pela metade, consegui terminar a minha história com ela com a sensação de muito crédito. Nem devia a ela e nem ela a mim. Ela foi com Deus, conhecer seus Jesus Cristos, suas Nossas Senhoras, seus São Pedros, seus tão apaioxonantes protetores desta vida que confortaram suas preocupações de mãe, mulher, profissional, chefe, avó, bisavó, irmã, tia, anjo. Se você puder me ajudar a gritar ano, ecoa um grito forte de gratidão que assim de onde ela estiver, ela ouvirá um "obrigado meu amor" com a minha voz.
Cresci e descobri o preço desse crescimento. Foi como da noite pro dia não caber mais nas roupas, não entrar mais nos sapatos, não falar com a mesma voz. Crescer no sonho era habitar um mundo de possibilidades que não são impossíveis, mas menos possíveis talvez, aos olhos de uma criança.
Não sei como falar, mas não senti firmeza nas relações humanas, não me surpreendi na beleza das situações, somente me decepcionei com a pobreza dos pensamentos, com a hipocrisia e com a sede de poder ter poder. Não fui além da conta pra receber tanto descaso, tanta indiferença, tanto rancor. Se você puder, brevemente, dar um recado ao ano que vem, peça a ele que mostre pra gente, o valor que gente tem. Não fazendo gente endeusar gente, mas sim fazendo gente se livrar do julgo de gente.
A beleza das relações está justamente na liberdade que cada um tem pra ser o que quiser. Pra pensar no que der na telha, pra ser feliz, pra cuidar da sua própria vida o que já é algo, como habitualmente digo, muito difícil.
Ano, não acabe sem antes se despedir de mim, vamos fazer as pazes pelos momentos ruins, levando em consideração que a gente cresce com eles também e transferir pro próximo ano, os acertos, os momentos únicos, as horas de risos e reflexões sinceras, os encontros, começando pelo nosso e a despedida que faremos inteiros assim como montanhas instransponíveis.
Não te prometo nada além de um bom lugar, porém você precisa me prometer que vai mesmo me ajudar a não repetir os vícios, os erros e os desesperos.
Se você me permitir gostaria de cantar uma canção que diz assim
É de manhã, vem o sol
Mas os pingos da chuva que ontem caiu
Ainda estão a brilhar,
Ainda estão a dançar,
Ao vento alegre que me traz esta canção.
Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí sem pensar
No que foi que sonhei,
Que chorei, que sofri
Pois, a nossa manhã
Já me fez esquecer.
Me dê a mão vamos sair
Pra ver o sol.
A beleza das relações está justamente na liberdade que cada um tem pra ser o que quiser. Pra pensar no que der na telha, pra ser feliz, pra cuidar da sua própria vida o que já é algo, como habitualmente digo, muito difícil.
Ano, não acabe sem antes se despedir de mim, vamos fazer as pazes pelos momentos ruins, levando em consideração que a gente cresce com eles também e transferir pro próximo ano, os acertos, os momentos únicos, as horas de risos e reflexões sinceras, os encontros, começando pelo nosso e a despedida que faremos inteiros assim como montanhas instransponíveis.
Não te prometo nada além de um bom lugar, porém você precisa me prometer que vai mesmo me ajudar a não repetir os vícios, os erros e os desesperos.
Se você me permitir gostaria de cantar uma canção que diz assim
É de manhã, vem o sol
Mas os pingos da chuva que ontem caiu
Ainda estão a brilhar,
Ainda estão a dançar,
Ao vento alegre que me traz esta canção.
Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí sem pensar
No que foi que sonhei,
Que chorei, que sofri
Pois, a nossa manhã
Já me fez esquecer.
Me dê a mão vamos sair
Pra ver o sol.
E assim com Tom Jobim me despeço e te entrego esta carta, onde humilde assino
Com carinho
meu nome
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traUma
é tanta coisa rondante instante estante é falante ouvir o fonema frus da palavra frustrante e falar o trante difícil, inaudível deselagante ...
-
Eu continuei, a o som do violino Ao som de mim, m enino Eu vaguei Correndo, e u suei ardendo Em brasa, a seco Em meio, a vastidão Eu cont...
-
tive que ir ali não ver não vir fali por que o mesmo que desejo é o tanto que desvejo? platônico antagônico antítese de fato e fim paradoxo...
-
vi um todo um pouco de mim a força dos sonhos a fantasia jamais desfeita quero cumprir sinas se assim se der um filme bom personagem contra...





