as velhas ruas já não são mais
as velhas ruas que um dia nos viu
os imóveis, a noite, as sombras
são tudo um resto de nós, não mais
as velhas memórias já não tem mais valor
o hoje intenso já roubou os espaços
guardada, entalada, espremida
a memória vacila, concede, padece
e as velhas partes permanecem pra mim
eu vi um velho triste, típico triste e era eu
vagando ao volante quarenta por hora
a velocidade que pede pro tempo não correr
não faz ou faz ano
quase ano, quase faz
o que um ano de ausência é pra mim
pra você é não mais
que ruas
as que passo pra tentar pertencer
o que era ontem
o que vai ser
não faz, por favor, não faz
não completa
incompleta
sem alma
sexta-feira, 8 de março de 2019
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Retomada
Tarde chega e me fala em escrever
Traduzir meus sentimentos por você
Testemunhar minha ansiedade
Falar mais de intensidade
Entender
Deixar rolar
É tão louco
Tempo todo
O tempo passar
É tão boa a sensação
De se entregar
Nunca disse
Talvez nunca vá dizer
Mas tem palavras
Esperando por você
É tão louco
E tão completa a sensação
De que algo feito pra mim
Se refira ao outro solenemente
A gente sempre se entrega pro outro na arte
E essa parte te dou
Trago um sorriso no rosto
E então vai ficando para trás
O espaço vazio
Lá não tinha o eu nem ninguém
São partes
Inverto os pronomes
E se era ele ou eu
Já não importa saber
Traduzir meus sentimentos por você
Testemunhar minha ansiedade
Falar mais de intensidade
Entender
Deixar rolar
É tão louco
Tempo todo
O tempo passar
É tão boa a sensação
De se entregar
Nunca disse
Talvez nunca vá dizer
Mas tem palavras
Esperando por você
É tão louco
E tão completa a sensação
De que algo feito pra mim
Se refira ao outro solenemente
A gente sempre se entrega pro outro na arte
E essa parte te dou
Trago um sorriso no rosto
E então vai ficando para trás
O espaço vazio
Lá não tinha o eu nem ninguém
São partes
Inverto os pronomes
E se era ele ou eu
Já não importa saber
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Drink clichê
Eu vou guardar meu melhor drink
Para brindar
A festa, a farra, o aleluia
O grito meu
Que após o tempo
Esses mil anos
Eu vou berrar
Felicidade ela vai ser
Te ver chegar
Pra esse seu olhar marejado
Pra sua boca entre sorrisos
Pro seu andar bem compassado
Pro seu pulmão que eu preciso
Preciso
É uma questão de respirar
Teu ar, teu ar
Pra refazer a nossa trama
Tear
Pra me deixar sonhar não custa
Teimar
Desengasgar um eu te amo
E amar
Fico indo e vindo no que eu acho uma sandice
Tem gente que me acusa de acreditar numa crendice
Mas se eu não sou um louco, um pateta, um sonhador
Pra que me serve essa dor?
Se eu não puder jamais rima-la com amor
Poetas são clichês
Poemas são clichês
Clichês são como eu
Parado no tempo sem a menor previsão de move on
Para brindar
A festa, a farra, o aleluia
O grito meu
Que após o tempo
Esses mil anos
Eu vou berrar
Felicidade ela vai ser
Te ver chegar
Pra esse seu olhar marejado
Pra sua boca entre sorrisos
Pro seu andar bem compassado
Pro seu pulmão que eu preciso
Preciso
É uma questão de respirar
Teu ar, teu ar
Pra refazer a nossa trama
Tear
Pra me deixar sonhar não custa
Teimar
Desengasgar um eu te amo
E amar
Fico indo e vindo no que eu acho uma sandice
Tem gente que me acusa de acreditar numa crendice
Mas se eu não sou um louco, um pateta, um sonhador
Pra que me serve essa dor?
Se eu não puder jamais rima-la com amor
Poetas são clichês
Poemas são clichês
Clichês são como eu
Parado no tempo sem a menor previsão de move on
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Bom delírio
A entidade que me disse:
Vida que segue!
Canta, canta
Cantarola uma canção
Vida que segue
Que vida
Que segue?
Que vida!
Canção
Espalhada pelo caminho
Essas lágrimas
Esses sopros pra acordar
Coração fica amuado
Bate fraco
Não vê coração
Vê cara
Fecho olhos
Sonhos de heiki
Energia
Universo
Que eu vi
Mas o que não disse
É que você estava lá também
Tinha gato
Cachorro
Planta
Que delírio
Que delírio
Que delírio
Mas bom
Mas leve
Livre de cobrança
Sincero
Talvez um passo
Pra um amor
Que toma formas (outras)
Horas de papo
Conexão
Como se o tempo nunca tivesse passado
Vida que segue!
Canta, canta
Cantarola uma canção
Vida que segue
Que vida
Que segue?
Que vida!
Canção
Espalhada pelo caminho
Essas lágrimas
Esses sopros pra acordar
Coração fica amuado
Bate fraco
Não vê coração
Vê cara
Fecho olhos
Sonhos de heiki
Energia
Universo
Que eu vi
Mas o que não disse
É que você estava lá também
Tinha gato
Cachorro
Planta
Que delírio
Que delírio
Que delírio
Mas bom
Mas leve
Livre de cobrança
Sincero
Talvez um passo
Pra um amor
Que toma formas (outras)
Horas de papo
Conexão
Como se o tempo nunca tivesse passado
sábado, 19 de janeiro de 2019
À primeira pessoa
Teu nome é incenso
Um bálsamo
Esplendor
Não sei mais
Do que, pra quê
Cantou
Quando a cabeça começa seu limpa
Quando sonhar já me dita o agir
Agora sendo mais que nunca
Palavras saindo mais que o ato
Parece bom
Soa bem
Conforta
Esse moço bonito que eu sou
Da primeira pessoa
À primeira pessoa
Que se tornou
Entregue ao alheio
Desguardado
Outrora desabitado
Aqui
A salvo
De ser sugado
Da minha generosidade
Da minha garra
Da minha batalha
Da minha alegria de viver
Da minha conquista
Da minha perseverança
Da minha sorte
Da minha boa vontade
Da minha honestidade
Da minha sinceridade
Da minha ética
Da minha luz
Da minha beleza
Da minha ingenuidade
Ai ai
Um bálsamo
Esplendor
Não sei mais
Do que, pra quê
Cantou
Quando a cabeça começa seu limpa
Quando sonhar já me dita o agir
Agora sendo mais que nunca
Palavras saindo mais que o ato
Parece bom
Soa bem
Conforta
Esse moço bonito que eu sou
Da primeira pessoa
À primeira pessoa
Que se tornou
Entregue ao alheio
Desguardado
Outrora desabitado
Aqui
A salvo
De ser sugado
Da minha generosidade
Da minha garra
Da minha batalha
Da minha alegria de viver
Da minha conquista
Da minha perseverança
Da minha sorte
Da minha boa vontade
Da minha honestidade
Da minha sinceridade
Da minha ética
Da minha luz
Da minha beleza
Da minha ingenuidade
Ai ai
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Julgo
Queria te sentenciar
Um mau poema por dia
Seria tua penitência
Tua miséria
Um Sísifo poético
Rolando a pedra pesada
A pesada pedra
Que é ser quem você é
Te ataco com a tua fraqueza
Já que de franqueza você entende bem
Solta tua palavra
Como a pedra
Corre em desfiladeiro
Busca no baixo
Sobe no cima
E teu mau caratístmo deixa marcas
[continua...]
Um mau poema por dia
Seria tua penitência
Tua miséria
Um Sísifo poético
Rolando a pedra pesada
A pesada pedra
Que é ser quem você é
Te ataco com a tua fraqueza
Já que de franqueza você entende bem
Solta tua palavra
Como a pedra
Corre em desfiladeiro
Busca no baixo
Sobe no cima
E teu mau caratístmo deixa marcas
[continua...]
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
É tão não ou feliz 2019 ou ó honesto boticário ou agora faz todo sentido você ler debaixo pra cima ou de cima pra baixo
Quando este escrito lido for
Já estarei no ano novo do porco
Avessa forma de começo
Rubricas e mais
Quando tudo voltar as casas do jogo
Já não será mais completa tradução
Tendo estado absorto, em tropeço
Horizontes frontais
Complica
Rebusca
Abarroca
Inventa
Revolta
Distrai
Tuas drogas são tão rápidas
Mas forte
Aguenta pancada
Bate uma, bate duas
Bate outra vez
Socos
Chutes
E ais
Só mais ouviu quem ficou dentro de mim
Não fui eu
Mesmo fugi
Pro lugar da memória
Que não fode
Não se apaga zaz-trás
Matéria e memória
O corpo e o espírito
Ave Bergson
Não tá só no cérebro
Não tá
Espraia
Vai pras coisas
Pessoas, cheiros
Situações
Músicas
Histórias
Legados
Nos detalhes do Roberto
E nem que
Estique
Uma tripa
Que a rima espicha
E desce
Sem qualquer distinção
É tão não
Já estarei no ano novo do porco
Avessa forma de começo
Rubricas e mais
Quando tudo voltar as casas do jogo
Já não será mais completa tradução
Tendo estado absorto, em tropeço
Horizontes frontais
Complica
Rebusca
Abarroca
Inventa
Revolta
Distrai
Tuas drogas são tão rápidas
Mas forte
Aguenta pancada
Bate uma, bate duas
Bate outra vez
Socos
Chutes
E ais
Só mais ouviu quem ficou dentro de mim
Não fui eu
Mesmo fugi
Pro lugar da memória
Que não fode
Não se apaga zaz-trás
Matéria e memória
O corpo e o espírito
Ave Bergson
Não tá só no cérebro
Não tá
Espraia
Vai pras coisas
Pessoas, cheiros
Situações
Músicas
Histórias
Legados
Nos detalhes do Roberto
E nem que
Estique
Uma tripa
Que a rima espicha
E desce
Sem qualquer distinção
É tão não
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