quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Reinventos, coleções

Por que assim?
Todas as ansiedades
Ao mesmo tempo
Virou doença
Queimação
Aquilo que ferve os sentidos
Evapora qualquer razão
Com qual canção?
Eu quero aprender
Levitação
Pois é, senão
Pico
Alto
Galho
Quebra
Vida de hesitação
Angustiado
Reinventado
Palavras também não são as mesmas
Nem nós
Palavras por favor
Cartas na mesa

Quero me afastar com calma da arrebentação
Criar uma estratégia que não seja uma ilusão
Sentir menos o peito e ter como sair
Olhar além do mais, um menos é talvez
Quero tantos e todos sentidos sujeitos a guincho
Quero atenção
Subo na cadeira, hasteio uma bandeira
Supro um desespero com outro
E então mais um

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

E se eu quiser captar esse momento?

O que será que ta mudando?
Essa impressão
Esse pressentimento

Catando meus quebrados
Cacos
Caídos
Do chão reerguendo
Recolando
Super bonder
Cola tudo
Tira mancha
Tira grude
Tira o que quiser que mude
Soltos
Gritos
Ais de uis
Voz de música
Voz de backing vocal
Um ahh uhh longo
De fundo
Bonitinho
Decorativo

Passa o tempo tudo
Passa uma noção de futuro
Que difícil
Que duro

Saltando da realidade pra vontade
Nem dá pra ter sonho assim real
Não tem cachaça
Não tem ópio
Nada pra esconder
Científico
Verídico
Careta
Passos lentos na subida
Escada, ladeira
Não tem topo
Se eu não topo
Uma parada
Tá ligado

Um pânico
Um medo
Uma coragem
Uma miragem
Um tempo
Um pensamento
Um reagendamento
Um zen-budismo
Uma fuga de Stravinski
Um poema de Leminski
Um sorveteiro
Um espelho
Refletindo uma imagem que não se sabe ser dessa dimensão

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Zero

Também
Pra lá de princípio
Incauto
Incrédulo
De quem domina tudo
De quem não crê
Que é com você
Em tão pouco espaço de tempo
Se percebe
Uma compreensão
Que se dá
Tava ali, mas...
Bem-vindo aos normais!
Favor limpar os pés antes de entrar
Nenhum privilégio
Nenhuma força
Nenhuma coisa nenhuma
Falar pra boi dormir
Dar pra receber
Ou com a barriga levar
Atenção
Ao pare
À contramão
Distração
É preço pago
Tem de azedo
Um gosto ruim
Recobrando sentidos
Remindo os deslizes
Roendo com a infância
Rumando
Zerando
Serve pra acordar




sábado, 29 de novembro de 2014

É muito amor (pra que tantos dias sem você?)

Falta um tempão
Pra eu achar a minha mão
Na tua mão
Pra eu ver em minha frente
A inspiração
Pra você ser novamente o meu amor
Mas, por favor
Se achar que tempo inteiro
Não é solução
Vamos resolver primeiro
Essa questão
Vamos encontrar uma forma de poder
Se ver
E olhar
No seus olhos que me fazem levitar
De maneira que eu possa mergulhar
Nesse azul de céu que me leva a você
São mais mil coisas que eu posso escrever
E a mais óbvia de todas é
I S2 you
Mas não faz mal
Com você eu pularia até o Natal
E pulando já seria Carnaval
Mas daí eu voltaria para cá
Onde o tempo passa lerdo, devagar
Pra acabar
Tudo bem
É muito amor




domingo, 21 de setembro de 2014

Amor eterno

Por que não começar com poesia?
O dia com alegria, a vida com a garantia
De sentir-se em harmonia
Presente em paz
Ausente de angústia
Contente a esperança faz
Por que não começar cantando?
Ouvindo
Falando
Por que não dizer eu te amo?
Não ser
Não estar
Não comer, rezar, amar
Fosse real ainda seria inacreditável
Aqueles olhos abrindo
Olhos juvenis
Os seu olhos
Cumprindo sua função
No desenho do seu rosto
Seus olhos o despertando
Do seu sono, do seu sonho
Do seu universo paralelo
Do seu contato
Extra e intra terrestre
Qual é a aposta?
O que devo fazer?
Se eu quero que a vida nos dê
A graça, o elo, o poder
Para ter, como podemos dizer
Amor eterno

sábado, 13 de setembro de 2014

Vem logo...

Entrei sem bater
Cê não precisa
Nem bater também
Ta tudo aberto
Pode chegar
Corre pra cá
Me dá um beijo
Um cheiro
E me diz se há
Amor
De encontro, ato, fato
Trato, de contato
Amor
De vida inteira, de primeira
Sem coisa passageira
Amor
Tão viciante
Um bom montante
Desse teu
Amor
De tudo junto recorrente
Corpo, pele
Escova de dente
Amor, amor, amor



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Se não venho
Esqueço
Não me culpo
O preço
Já não
Reconheço
Será que já vi?
Sempre me interesso
No fim
Meio e começo
Tudo por um terço
Do que eu realmente vim
Na tristeza o choro
Tem mais poema inteiro
O feliz solfejo
Não inspira tanto
Mas se eu me pergunto
O que prefiro
Eu vejo
Que a felicidade
Impõe também seu preço
Cria de mim
Aprende um olhar
Enxerga em volta
Do teu próprio céu
Aprende um olhar
Reaprende esse olhar
Que só tem e pode ganhar

traUma

é tanta coisa rondante instante estante é falante ouvir o fonema frus da palavra frustrante e falar o trante difícil, inaudível deselagante ...