Quando este escrito lido for
Já estarei no ano novo do porco
Avessa forma de começo
Rubricas e mais
Quando tudo voltar as casas do jogo
Já não será mais completa tradução
Tendo estado absorto, em tropeço
Horizontes frontais
Complica
Rebusca
Abarroca
Inventa
Revolta
Distrai
Tuas drogas são tão rápidas
Mas forte
Aguenta pancada
Bate uma, bate duas
Bate outra vez
Socos
Chutes
E ais
Só mais ouviu quem ficou dentro de mim
Não fui eu
Mesmo fugi
Pro lugar da memória
Que não fode
Não se apaga zaz-trás
Matéria e memória
O corpo e o espírito
Ave Bergson
Não tá só no cérebro
Não tá
Espraia
Vai pras coisas
Pessoas, cheiros
Situações
Músicas
Histórias
Legados
Nos detalhes do Roberto
E nem que
Estique
Uma tripa
Que a rima espicha
E desce
Sem qualquer distinção
É tão não
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Ultimato
Tô te jogando mau olhado
A cada lama que eu me limpo
Bagunça que cê fez
Tô que estanco o sangue
Um tanque de sangue
Pescoço que teu dente fincou
Uns pelos nadando na língua
Pausa pra cuspir
Nunca engolir
Vai nessa baby
Se é pra ser
Que seja então
Calculistinha
Manipuladorazinha
E tá bom
Se é chega
É chega
Perde quem prefere rasgar
A cada lama que eu me limpo
Bagunça que cê fez
Tô que estanco o sangue
Um tanque de sangue
Pescoço que teu dente fincou
Uns pelos nadando na língua
Pausa pra cuspir
Nunca engolir
Vai nessa baby
Se é pra ser
Que seja então
Calculistinha
Manipuladorazinha
E tá bom
Se é chega
É chega
Perde quem prefere rasgar
domingo, 2 de dezembro de 2018
Pode retirar o cartão
Que surpresa boa você é
Que nova coisa isso tem
Não era o desvio
Entrave
Ponto cego
Até sorrir pra alguém
Não sei se ainda existe
Não sei se te inventei
O passo bem dado
Escorrega
Parte, prova, nega
Faz de tudo que
Nem sei
Falantes falastrões
Famosos quens
Palavra se solta teimosa
E me acelera os tambéns
Pingando de sono
Roubando
O sonho alheio
Nele a caixa apita o código na leitora
Passa de tudo e recarrega celular
Algo mais em que eu possa te ajudar?
Mata ele pra mim.
Que nova coisa isso tem
Não era o desvio
Entrave
Ponto cego
Até sorrir pra alguém
Não sei se ainda existe
Não sei se te inventei
O passo bem dado
Escorrega
Parte, prova, nega
Faz de tudo que
Nem sei
Falantes falastrões
Famosos quens
Palavra se solta teimosa
E me acelera os tambéns
Pingando de sono
Roubando
O sonho alheio
Nele a caixa apita o código na leitora
Passa de tudo e recarrega celular
Algo mais em que eu possa te ajudar?
Mata ele pra mim.
sábado, 24 de novembro de 2018
Rasgar, jogar no lixo
Não mexo no seu
Não mexo com isso
É isso que mexe comigo
Exige de mim
Menor esforço
Pra me descontrolar
Não mexo lá não
Evito mais morte
Refuto
Pelejo
Um dia a mais na conta
Uma hora a mais de fim
Passei da poesia otimista
Para um autorretrato fatal
Quanto mais aguça minha angústia
Mais soluço, me esmiúço
Soletro teu nome
Te peço em casamento
Começo no passado
E termino aí por dentro
Já sou um fantasma
Eu mesmo me assombrei
Ao passo que
Não sei que passo dar
Não reaprendi
Fantasma!
Me reconhecem
Não mexo com isso
É isso que mexe comigo
Exige de mim
Menor esforço
Pra me descontrolar
Não mexo lá não
Evito mais morte
Refuto
Pelejo
Um dia a mais na conta
Uma hora a mais de fim
Passei da poesia otimista
Para um autorretrato fatal
Quanto mais aguça minha angústia
Mais soluço, me esmiúço
Soletro teu nome
Te peço em casamento
Começo no passado
E termino aí por dentro
Já sou um fantasma
Eu mesmo me assombrei
Ao passo que
Não sei que passo dar
Não reaprendi
Fantasma!
Me reconhecem
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
De dentro do avesso
Alcoólico
Padeço
A mim
Não pareço
Acho que mudei
Atualizei
Versão
De não conheço
"Coisas sagradas permanecem"
Permaneço
Fragmentado
Avesso
Remédios
Médios fins
Bebidas
E vindas
Perenes
Não tem mundo em volta
Tem supor
Estratégias de sobrevivência
Era uma vez uma vida
Que eu desenhei
O traço todo meu
Delineado
Mais um dos personagens que criei
Criou
Vida
Nao se sabe quem é (foi) marionete de quem
Padeço
A mim
Não pareço
Acho que mudei
Atualizei
Versão
De não conheço
"Coisas sagradas permanecem"
Permaneço
Fragmentado
Avesso
Remédios
Médios fins
Bebidas
E vindas
Perenes
Não tem mundo em volta
Tem supor
Estratégias de sobrevivência
Era uma vez uma vida
Que eu desenhei
O traço todo meu
Delineado
Mais um dos personagens que criei
Criou
Vida
Nao se sabe quem é (foi) marionete de quem
domingo, 11 de novembro de 2018
Por vezes boas visões, por vezes nem tão boas assim
Então prisões
O que fomos
O que seremos
Então visões
Do que somos
E o que não vemos
Sabendo o melhor que podíamos
Ter sido, mas nos escondemos
Agora tramou
Está tecido
A história
Boa história
Não vivo
Generosos
Ou
Enraivecidos
Rancorosos
Ou
De orgulhos feridos
É memória
Imaginação
Aquilo de deixar o amor da vida passar
Aquilo de perguntar se amar iria outra vez
Aquilo de cuidado ou cuidar
Universos finitos?
Talvez
Suavizando
Sua visão
A única coisa que expulsei
Foi a mim mesmo
De mim mesmo
O eu que sonhava
Do seu lado
O que fomos
O que seremos
Então visões
Do que somos
E o que não vemos
Sabendo o melhor que podíamos
Ter sido, mas nos escondemos
Agora tramou
Está tecido
A história
Boa história
Não vivo
Generosos
Ou
Enraivecidos
Rancorosos
Ou
De orgulhos feridos
É memória
Imaginação
Aquilo de deixar o amor da vida passar
Aquilo de perguntar se amar iria outra vez
Aquilo de cuidado ou cuidar
Universos finitos?
Talvez
Suavizando
Sua visão
A única coisa que expulsei
Foi a mim mesmo
De mim mesmo
O eu que sonhava
Do seu lado
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
escapadiçø
era um cachorro forte
filhote, mas forte
fofinho, mas forte
com as patas
pressão
olhava-me fixamente nos olhos
e eu a tirar
a puxar com força
com as mãos
era mortal
era potente
jogava sua amabilidade
enquanto apertava-me a cabeça
minha gente
era animal
de onde surgiu?
sequestra meu pensamento
apavora
é seu feitio
um cachorro
sedento
sangrento
violento
me manipula o vadio
escapadiçø
estorvo
se afogando
com sede
bebeu dos meus melhores anos
fartou-se
fugiu
solta minha cabeça
desgraçado
filhote, mas forte
fofinho, mas forte
com as patas
pressão
olhava-me fixamente nos olhos
e eu a tirar
a puxar com força
com as mãos
era mortal
era potente
jogava sua amabilidade
enquanto apertava-me a cabeça
minha gente
era animal
de onde surgiu?
sequestra meu pensamento
apavora
é seu feitio
um cachorro
sedento
sangrento
violento
me manipula o vadio
escapadiçø
estorvo
se afogando
com sede
bebeu dos meus melhores anos
fartou-se
fugiu
solta minha cabeça
desgraçado
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