segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Zero

Também
Pra lá de princípio
Incauto
Incrédulo
De quem domina tudo
De quem não crê
Que é com você
Em tão pouco espaço de tempo
Se percebe
Uma compreensão
Que se dá
Tava ali, mas...
Bem-vindo aos normais!
Favor limpar os pés antes de entrar
Nenhum privilégio
Nenhuma força
Nenhuma coisa nenhuma
Falar pra boi dormir
Dar pra receber
Ou com a barriga levar
Atenção
Ao pare
À contramão
Distração
É preço pago
Tem de azedo
Um gosto ruim
Recobrando sentidos
Remindo os deslizes
Roendo com a infância
Rumando
Zerando
Serve pra acordar




sábado, 29 de novembro de 2014

É muito amor (pra que tantos dias sem você?)

Falta um tempão
Pra eu achar a minha mão
Na tua mão
Pra eu ver em minha frente
A inspiração
Pra você ser novamente o meu amor
Mas, por favor
Se achar que tempo inteiro
Não é solução
Vamos resolver primeiro
Essa questão
Vamos encontrar uma forma de poder
Se ver
E olhar
No seus olhos que me fazem levitar
De maneira que eu possa mergulhar
Nesse azul de céu que me leva a você
São mais mil coisas que eu posso escrever
E a mais óbvia de todas é
I S2 you
Mas não faz mal
Com você eu pularia até o Natal
E pulando já seria Carnaval
Mas daí eu voltaria para cá
Onde o tempo passa lerdo, devagar
Pra acabar
Tudo bem
É muito amor




domingo, 21 de setembro de 2014

Amor eterno

Por que não começar com poesia?
O dia com alegria, a vida com a garantia
De sentir-se em harmonia
Presente em paz
Ausente de angústia
Contente a esperança faz
Por que não começar cantando?
Ouvindo
Falando
Por que não dizer eu te amo?
Não ser
Não estar
Não comer, rezar, amar
Fosse real ainda seria inacreditável
Aqueles olhos abrindo
Olhos juvenis
Os seu olhos
Cumprindo sua função
No desenho do seu rosto
Seus olhos o despertando
Do seu sono, do seu sonho
Do seu universo paralelo
Do seu contato
Extra e intra terrestre
Qual é a aposta?
O que devo fazer?
Se eu quero que a vida nos dê
A graça, o elo, o poder
Para ter, como podemos dizer
Amor eterno

sábado, 13 de setembro de 2014

Vem logo...

Entrei sem bater
Cê não precisa
Nem bater também
Ta tudo aberto
Pode chegar
Corre pra cá
Me dá um beijo
Um cheiro
E me diz se há
Amor
De encontro, ato, fato
Trato, de contato
Amor
De vida inteira, de primeira
Sem coisa passageira
Amor
Tão viciante
Um bom montante
Desse teu
Amor
De tudo junto recorrente
Corpo, pele
Escova de dente
Amor, amor, amor



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Se não venho
Esqueço
Não me culpo
O preço
Já não
Reconheço
Será que já vi?
Sempre me interesso
No fim
Meio e começo
Tudo por um terço
Do que eu realmente vim
Na tristeza o choro
Tem mais poema inteiro
O feliz solfejo
Não inspira tanto
Mas se eu me pergunto
O que prefiro
Eu vejo
Que a felicidade
Impõe também seu preço
Cria de mim
Aprende um olhar
Enxerga em volta
Do teu próprio céu
Aprende um olhar
Reaprende esse olhar
Que só tem e pode ganhar

terça-feira, 29 de julho de 2014

Ponha o título que quiser

Tanto quanto sei
Mas nem mesmo eu
Sei o quanto dói
Sentir assim
São tantas memórias
São tantos desejos
Que o que dissolve
Espanta
Mas era solúvel?
Se pergunta às tantas
Tanto quanto sabe
Até onde ouviu
A palavra
Quatro letras
Existiu?
Tanto horror pensar
Tanta lágrima que não escorre mais
Muita vida pra levar
Não são dores fatais
Até que o passo
Entre o pescoço e o laço
Não seja algum fracasso
Mas resultado do colapso
Que subentende essa dor
Porém, não se sucumbe assim
Ter dor não é tão ruim
Uma hora ela nos faz crescer
Se ao menos fosse gesto
Aceno, música, piscar d'olhos
Mas, não
Não requer mais solução
Esse aperto requer tempo
Mas a gente não sabe disso agora
Só vai saber amanhã
Por enquanto, é história pra boi dormir

terça-feira, 22 de julho de 2014

Minhas palavras numa manhã de amor

Paro
E pronto
Penso
Me pulso inteiro
Meu mundo
O meio
O marco zero
O tempo estreito
Pulmão direito
Respira fundo
E ignora
O que não é
Meu mundo
Não é seu mundo
Nem nosso mundo
Que é oriundo
Desse imenso amor
Hoje parei pensei
Pronto falei
Que do seu lado eu sempre estarei
Serei escudo
E é tudo
Nunca
Quero perder
O teu olhar
Mesmo que isso
Custe o que custar
Rincão profundo


Só não quero terminar com eu te amo
Pois te amar é te amar sem ser verbal
Eu não quero recorrer as rimas lindas
Quero permanecer no espaço lindo do teu ideal


Minhas palavras numa manhã de amor
Não são palavras
Mas também não é flor
Minhas palavras
Pontes que eu quero ter
Entre o que eu sou
E o que é você
Vai bem
Vou bem
E o que a gente tem
Somente a gente tem
Juntar também
Que o pouco e o pouco
Muito contém

traUma

é tanta coisa rondante instante estante é falante ouvir o fonema frus da palavra frustrante e falar o trante difícil, inaudível deselagante ...